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O que há no céu desta semana? Confira as dicas e saiba mais sobre a origem da energia solar

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu. De acordo com o especialista, esta é a última oportunidade do ano para ver o planeta Saturno ao entardecer. Ele está visível a oeste na constelação de Escorpião, e pode ser visto até as 21h. De madrugada, Júpiter, Vênus e Marte ficam visíveis a leste, a partir das 4h, na constelação de Leão. Vênus e Marte estão lado a lado, e produzem uma bela imagem ao amanhecer. A lua minguante passa ao lado de Júpiter, na manhã de 6 de novembro, e de Vênus e Marte, na manhã do dia 7. No vídeo desta semana, Gustavo Rojas fala também sobre a origem da imensa energia que o Sol irradia no espaço. As reações de fusão nuclear têm origem no núcleo da estrela, a uma temperatura de 14 milhões de graus Celsius. Essa série de reações, conhecida como “cadeia próton-próton”, converte o hidrogênio em hélio, sendo o mecanismo principal de geração de energia em estrelas deste tamanho. Ela é responsável por fazer o Sol brilhar por aproximadamente 10 bilhões de ano. Assista ao vídeo e conheça mais sobre a cadeia próton-próton:

A fonte de energia das estrelas: quando partículas nucleares pegam atalhos

A fonte de energia das estrelas intrigou os astrônomos por muito tempo. Apesar de teorias apontarem a fusão nuclear como possível explicação, os cientistas sabiam, no entanto, que mesmo as temperaturas extremamente elevadas encontradas no interior das estrelas ainda não eram altas o suficiente para que o fenômeno ocorresse dessa forma. A descrição de um fenômeno físico até então desconhecido – o tunelamento quântico – ajudou a desvendar o mistério. Na década de 1920, o físico ucraniano George Gamow (1904-1968), junto com o inglês Ronald Gurney (1898-1953) e o americano Edward Gondon (1902-1974) conseguiram explicar o decaimento alfa. O fenômeno corresponde à emissão de uma partícula alfa, que tem estrutura formada por dois prótons e dois nêutrons, do núcleo de um átomo, que passa então a ter massa e carga diferentes daquela do núcleo original. A famosa fórmula de Einstein, E=m*c2, que postula que a massa é equivalente a uma quantidade de energia, explica o ocorrido: a massa que desaparece é convertida em energia, liberada no processo. O fenômeno do tunelamento quântico passa a explicar, portanto, a forma como partículas poderiam transpor um estado de energia considerado classicamente “proibido”. Isto é, no mundo microscópico do núcleo atômico, existe uma probabilidade de que uma partícula consiga superar uma barreira de potencial, mesmo que não tenha energia necessária para isso. Seria como se a partícula pegasse um atalho ou um túnel para passar através da barreira. E, por isso, o fenômeno foi nomeado de Efeito Túnel. O que ver no céu desta semana? É possível observar, a olho nu, até o dia 01 de novembro, o planeta Saturno, que fica visível na constelação de Escorpião até as 21h30. A partir das 04h15 surgem três planetas a leste, na constelação de Leão: Júpiter, Vênus e Marte. O programa Céu da Semana é apresentado semanalmente pelo o astrofísico Gustavo Rojas na UNIVESP TV. Assista ao vídeo:

Segurança Pública: o desafio da informação

A série “Descubra São Paulo” é uma produção realizada em parceria da UNIVESP TV com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), que traz estatísticas e análises dos números do estado a partir de estudos produzidos pelo órgão. Neste programa, Renato Sérgio de Lima, assessor técnico da Diretoria Executiva do Seade, fala sobre o seu artigo “Segurança Pública: o desafio da informação”. A violência urbana é um dos problemas sociais mais graves do Brasil e causou 1 milhão de mortes nos últimos 30 anos. Dados do Boletim Primeira Análise do Seade mostram que a taxa de mortes por agressão subiu de 22,2 por 100 mil habitantes em 1990 para 26,9 em 2013,  embora existam números muito diferentes de acordo com a região analisada. “Nós temos no país ainda situações bastante graves de violência, [como] na região Nordeste, com taxas que chegam a 40 ou 50 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. E temos situações como a de São Paulo, que tem conseguido reduzir, principalmente do ano de 2000 até agora, a taxa de homicídios para patamares menores […]”, avalia Lima. De acordo com o pesquisador, os dados deixam clara a importância de uma política mais eficiente de produção e articulação de informações que ajudem a combater a criminalidade e aumentar a transparência na prestação de contas do setor.   Assista ao programa e saiba mais sobre o assunto:  

Reportagens da série “1985 – 30 anos de democracia” abordam o governo Sarney

A segunda e a terceira reportagens da série especial “1985 – 30 anos de democracia”, que estreou neste mês na UNIVESP TV, tratam do governo do presidente José Sarney entre os anos 1985 e 1990. Em abril de 1985, Tancredo Neves, o primeiro civil eleito presidente depois de 21 anos de ditadura militar, faleceu antes que tomasse posse. O vice José Sarney, então, assumiu a presidência da República com uma equipe que desconhecia. Enfrentou oposição política, uma grave crise econômica e convocou uma Assembleia Nacional Constituinte para redigir uma nova carta magna para o Brasil. Heterogênea e difícil, a gestão do maranhense teve o mérito de assegurar a transição da ditadura militar para a democracia. Para tentar deter uma inflação galopante, o presidente lançou o Plano Cruzado, elaborado pela equipe liderada pelo ministro João Sayad. No princípio um sucesso, o Cruzado naufragou depois de seis meses, com crise de abastecimento e a volta da inflação por meio de pagamento de ágio sobre os produtos. Mais dois ministros da Fazenda tentaram contornar a crise e sob a gestão do último, Mailson da Nóbrega, a moratória brasileira foi solucionada. Sarney assinou a nova Constituição e passou a faixa presidencial a Fernando Collor de Mello, primeiro presidente escolhido em eleições diretas. Participaram das reportagens os pesquisadores Brasílio Sallum Júnior e Cícero Romão Rezende de Araújo, da Universidade de São Paulo, o ex-deputado constituinte Nelson Jobim e os ex-ministros Luiz Carlos Bresser-Pereira e Ronaldo Costa Couto. Confira: Parte 1   Parte 2   Roda Viva Sarney participou do programa Roda Vida, da TV Cultura, em 14 de março de 2005. Vinte anos após o fim do regime militar, ele revela suas memórias e dá seu testemunho pessoal. Clique aqui e confira na íntegra a transcrição da entrevista no site Memória Roda Vida, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).  

Estado e burguesia no Brasil

O programa Livros, da UNIVESP TV, recebe o sociólogo Antonio Carlos Mazzeo, professor da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para falar sobre a reedição de seu famoso livro Estado e burguesia no Brasil (Boitempo, 2015). A obra, escrita no final da ditadura militar, discute o perfil da burguesia brasileira, bem como o caráter do Estado e da sociedade brasileira e suas formas de ação a partir da vinda dos portugueses para a América e a instalação de seu capitalismo escravista colonial. Mazzeo inicia suas explicações sobre as diferenças entre feudalismo e capitalismo e a forma como o regime econômico se instalou em nosso país, superando as diversas fases da vida nacional: colônia, independência, primeiro e segundo impérios e república, passando pelos diversos golpes de estado que atravessamos ao longo do tempo. Segundo o sociólogo, o livro reflete também sobre o Brasil contemporâneo. “Um Brasil com debilidades democráticas, com desigualdades profundas, legislação desigual a ponto de você ter no Rio de Janeiro, hoje, blitz da polícia que impede o ônibus de crianças e adolescentes mulatos das favelas de ir para Zona Sul. Isso vem de onde? Vem daí […], uma burguesia de origem colonial, associada aos polos centrais do capitalismo”, explicou. Assista à entrevista:

Ondas de rádio vindas do espaço

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu e curiosidades relacionadas à astronomia. Dando continuidade ao assunto da semana passada – a descoberta das ondas eletromagnéticas e sua aplicação na comunicação -,  Rojas fala nesta semana do nascimento do rádio, no início do século XX: uma tecnologia que tornou possível a comunicação quase que instantânea à grandes distâncias. Com o rápido desenvolvimento das telecomunicações baseadas em rádio, logo surgiram descobertas acidentais feitas com as antenas de transmissão e recepção de dados. Uma dessas descobertas foi feita pelo físico norte-ameicano Karl Jansky (1905-1950). Ele trabalhava para a empresa Bell Labs, que planejava  inaugurar um novo serviço de chamadas via rádio entre os Estados Unidos e a Europa, e sua tarefa era investigar os ruídos que pudessem afetar essas chamadas. Para isso, ele construiu uma enorme antena móvel, apelidada de carrossel de Jansky, projetada para receber ondas de rádio. O físico identificou dois tipos diferentes de ruído: um causado por tempestades elétricas e outro de origem desconhecida. Logo ele percebeu que a origem deste ruído desconhecido acompanhava o movimento das estrelas. Ao comparar a posição do ruído com o mapas astronômicos, verificou que a emissão mais forte coincidia com a do centro da Via Láctea, na constelação de Sagittarius. A descoberta feita em 1933, foi a primeira detecção bem sucedida de ondas de rádio vindas do espaço, e marcou o nascimento da radioastronomia – uma área extremante importante da pesquisa astronômica. O que ver no céu desta semana No céu desta semana, é possível observar, a olho nu, planeta Saturno que surge no início da noite, na constelação de Libra, e pode ser visto até às 21h30. Assim como na semana passada, de madrugada podemos ver três planetas a leste, na constelação de Leão. Vênus aparece às 03h30, seguido de Marte, meia hora mais tarde e por fim, Júpiter, que nasce às 04h30. O trio pode ser observado até o amanhecer. Na madrugada do dia 9 de outubro, a Lua Minguante aparece entre Vênus e Marte.   Assista ao vídeo:  

Nova série da UNIVESP TV sobre os 30 anos de democracia

O movimento Diretas Já é tema da primeira reportagem da série “1985 – 30 anos de democracia”, que estreou na última segunda-feira (5/10) na UNIVESP TV e já pode ser conferida pelo canal no YouTube. Para discutir a transição democrática e os 30 anos da democracia brasileira, a UNIVESP TV conversa com os pesquisadores Brasílio Sallum Jr., Cícero Araújo e Marcos Napolitano, da Universidade de São Paulo. Em 1984, João Figueiredo, o último general-presidente, abdicou de indicar o seu sucessor. O fortalecimento do PMDB, a mudança de posicionamento dos liberais e a pressão popular para escolher o presidente da República favoreceram a construção de uma aliança civil vitoriosa que elegeu Tancredo Neves no colégio eleitoral, dando fim a 21 anos de ditadura militar. Assista à série: 

A Cozinha Venenosa – um jornal contra Hitler

O programa Livros, da UNIVESP TV, recebe Silvia Bittencourt, para falar da sua obra “ A Cozinha Venenosa – um jornal contra Hitler”. A jornalista, que colabora com o jornal a Folha de S.Paulo desde 1985, pesquisou a história do Munchener Post, o principal jornal alemão opositor a Adolf Hitler (1889-1945) e ao Partido Nazista. Ao narrar a trajetória do jornal, que foi fechado em 1933, logo após a ascensão do nazismo ao poder, Bittencourt revela os conflitos sociais e políticos desde a unificação do País, passando pela 1ª Guerra Mundial, queda da monarquia e Revolução Russa de 1917. A jornalista conta que a expressão “cozinha venenosa” foi a forma como Hitler se referia ao Munchener Post – um pequeno jornal que surgiu por volta de 1886, ligado ao Partido Social-Democrata da Alemanha, e que tinha o proletariado como público-alvo. “Em um dos textos que [Hitler] escreveu, chamou o jornal de cozinha venenosa, ou seja, na sua opinião, produzia inverdades e calúnias contra ele”, relata. Segundo Bittencourt, Hitler travou lutas na justiça contra o jornal e ganhou todas elas. Ela conta também que a redação do Munchener Post sofria constantes apedrejamentos e bombardeios a mando do ditador alemão. Entretanto, o jornal resistiu até 9 de março de 1933, cinco dias depois da eleição de Hitler a chanceler da Alemanha. O Munchener Post foi o maior adversário de Hitler na imprensa de Munique, capital do Estado alemão da Baviera. Segundo Bittencourt, “Hitler odiava os jornalistas do Munchener Post, que ele chamava de “a peste de Munique”.   Assista à entrevista: 

O que há no céu desta semana? Confira as dicas do astrofísico Gustavo Rojas e saiba mais sobre a descoberta das ondas de rádio

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu. No céu desta semana, é possível observar, a olho nu, até as 22h00, o planeta Saturno, na constelação de Libra. De madrugada podemos ver três planetas a leste, na constelação de Leão. Vênus aparece às 03h30, seguido de Marte, às 04h00, e por fim, Júpiter, a partir das 04h30. O trio fica visível até o amanhecer. Até o início do século XX, todo o conhecimento sobre o universo vinha das observações feitas em luz visível, com telescópios ópticos e placas fotográficas. Foi nessa época que o homem começou a explorar outra região do espectro eletromagnético, as ondas de rádio. Ainda no século XIX, o físico escocês James Clerk Maxwel (1831-1978) demonstrou que a luz é uma onda eletromagnética, cujo comprimento é menor que um micrômetro (1 milionésimo de metro). Posteriormente, em 1887, o alemão Heinrich Hertz descobriu um aparato que emitia e recebia ondas de comprimento muito maior que alguns metros. Essa descoberta de Hertz logo incentivou cientistas e engenheiros a pesquisar o uso dessas ondas para a comunicação. Um dos pioneiros foi o italiano Guglielmo Marconi (1874-1937), que, em 1901, conseguiu fazer a primeira transmissão transatlântica desse tipo de onda – foi o começo da era do rádio.   Assista ao vídeo:  

Imagens da mulher no Ocidente Moderno

O apresentador Rodrigo Simon, do programa Fala, Doutor! da UNIVESP TV, conversa com Isabelle Anchieta, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo, sobre a tese Imagens da mulher no Ocidente Moderno, em que realiza uma análise histórico-cultural dos estereótipos femininos do século XIII ao XX. Elaborado ao longo de oito anos, o estudo contou com pesquisa em arquivos de bibliotecas da Alemanha e Suíça, museus da Europa e estúdios de Hollywood, nos Estados Unidos. Pinturas, esculturas, panfletos noticiosos e filmes serviram de fonte para remontar as relações sociais e compreender como as imagens da mulher variam ao longo do tempo, criando interações sem precedentes. “Mulheres sempre usaram as imagens ao seu favor”, analisa Anchieta. Realizando uma espécie de sociogênese da mulher ocidental, o estudo  busca entender como se dava o processo da humanização da mulher no contexto moderno da individualização, saindo dos esteriótipos ocidentais de que a mulher é sempre vítima, sexo frágil. As imagens nas redes sociais e na arte contemporânea, de acordo com a pesquisadora, quebram com uma série de generalizações ao brincar com os próprios esteriótipos. São mulheres que ironizam e dessacralizam a ideia da beleza. “O jogo de esteriótipo está muito ligado a uma luta por reconhecimento, as pessoas buscam isso a todo momento, até hoje; não é uma novidade das redes sociais”, falou. De acordo com Anchieta, “A formação dos esteriótipos se dá através de uma certa repetição e circulação das imagens”. As figuras das bruxas ou de Maria (símbolo da Igreja Católica), por exemplo, são automaticamente associadas a uma série de gravuras na medida em que são citadas na sociedade. Assista à entrevista e saiba mais sobre a pesquisa: 

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