Trânsito de Mercúrio: passagem do planeta entre o Sol e a Terra poderá ser observada na próxima semana

Na próxima semana, os brasileiros poderão acompanhar um fenômeno astronômico que ocorre apenas treze vezes por século: o chamado Trânsito de Mercúrio. O nome é dado à passagem do planeta entre o Sol e a Terra. Com duração de sete horas e meia, o fenômeno se inicia na manhã da segunda-feira (9/5), às 8h12, quando a borda do planeta Mercúrio começará a passar em frente ao Sol. Antes do meio dia, ele atingirá a metade da sua trajetória, e a passagem termina às 15h42. A passagem de Mercúrio entre o Sol e a Terra aconteceu pela última vez há 10 anos. Se por ventura você não conseguir visualizar esse fenômeno na próxima semana, saiba que terá a oportunidade de vê-lo novamente, do Brasil, em novembro de 2019. Depois disso, somente em 2049! A dica é do astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, que toda semana apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu. O céu nesta semana Nesta semana também ocorrem eventos interessantes no céu, visíveis a olho nu. Nas madrugadas de 5 e 6 de maio, será possível observar, a partir das 04h, o pico da chuva de meteoros Eta Aquaridas – a partir da constelação de Aquário, na direção leste, um grupo de meteoros poderá ser observado irradiando de um único ponto no céu. Em lugar escuro, será possível ver de 10 a 20 meteoros por hora. Durante toda a semana, no início da noite, o planeta Júpiter pode ser visto na constelação de Leão, até as 02h00. Marte aparece às 19h00, na constelação de Escorpião. Em seguida, surge Saturno, às 19h30, na constelação do Serpentário. Todos esses planetas surgem na direção Leste. Passagem de Mercúrio entre o Sol e a Terra Assista ao vídeo e saiba mais sobre esses belos espetáculos:
Aprenda Inglês com a música “Mercy”, da cantora Duffy

Nesta edição do programa Inglês com Música, da UNIVESP TV, os alunos das ETECs Albert Einstein e Sapopemba aprendem a língua inglesa ao som de Mercy, da cantora galesa Duffy. Considerada o maior hit na carreira da artista, a música foi lançada em 2007, ficando em primeiro lugar nas paradas musicais de doze países. Com jogos educativos, essa disputa entre as equipes promete ser acirrada. Confira a playlist completa do programa, dividido em quatro partes, e veja qual das equipes vence essa disputa. Aprenda inglês com mais este sucesso:
A limitação da Banda Larga Fixa no Brasil

O programa Complicações, da UNIVESP TV, traz em discussão a possível limitação das franquias de internet de banda larga fixa no Brasil. Para debater o assunto foram chamados os pesquisadores Demi Getschko, membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Marcelo Knörich Zuffo, professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). O assunto tem gerado polêmica, principalmente depois que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu, na última sexta, 22, por tempo indeterminado, que as operadoras limitassem as franquias de banda larga fixa dos seus usuários. “Eu acredito que não deve haver essa limitação, e isso é um sintoma de um problema que se arrasta há décadas no Brasil, que reside exclusivamente na nossa falta de infraestrutura”, comenta Zuffo. Para ele, a falta de infraestrutura de banda larga trará severas consequências à competitividade do mercado de telecomunicações no país nos próximos anos. Getschko concorda que há um crescimento de demanda e certamente há necessidade de infraestrutura, “Mas isso não é linear, não é proporcional [ao uso]. […] A internet vai se auto ajustando às necessidades dos usuários”. O pesquisador lembra que a partir da Lei Geral das Telecomunicações (LGT), de 1997, a internet é tratada multisetorialmente e não está sob as asas da Anatel diretamente. Confira a discussão do tema:
Desemprego e Renda na Região Metropolitana de São Paulo

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu de 14% para 14,7% do primeiro para o segundo mês do ano. Entre janeiro de 2015 e de 2016, o rendimento médio real (renda) dos trabalhadores caiu 5% na categoria ocupados e 3% na categoria assalariados. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Nesta edição do programa Descubra São Paulo, da UNIVESP TV, o economista Alexandre Loloian, responsável pela pesquisa, discute esses e outros resultados. Descubra São Paulo é uma produção realizada em parceria da UNIVESP TV com a Fundação Seade, que traz estatísticas e análises dos números do Estado a partir de estudos produzidos pelo órgão. Assista ao programa e confira dados do desemprego por setores de atividade e oscilação do rendimento do trabalhador na RMSP:
Inovação e Criatividade na Educação Básica

O Ministério da Educação (MEC) criou recentemente o Programa de Estímulo à Criatividade na Educação Básica, com o objetivo de identificar iniciativas inéditas e criativas para a melhoria da qualidade do ensino brasileiro. Para tanto, visitou muitas escolas de todo o Brasil para conhecer projetos inovadores. O programa Desafios da Educação, da UNIVESP TV, recebe os educadores Denis Plapler, representante do MEC, e Eda Luiz, do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) de Campo Limpo, para discutir o assunto. O MEC abriu consulta pública e visitou 178 escolas que organizam seus espaços e tempos pedagógicos de maneira inovadora. O colégio da professora Eda, com 1300 alunos e formação voltada para jovens e adultos a partir dos 15 anos é uma delas. Segundo ela, ouvir a comunidade para entender o que eles gostariam que fosse a escola, foi a maneira inovadora encontrada para trazer os jovens de volta para o ambiente escolar. “Começamos a trabalhar um pouco o protagonismo. […] Por incrível que pareça, o primeiro pedido em uma assembleia foi que não tivéssemos carteiras, eles queriam mesas, se olhar, trabalhar em conjunto”, conta. Plapler defende que é preciso promover iniciativas que trabalhem mais em grupo. “Essa iniciativa do MEC vem para tentar colaborar na otimização do respeito aos diferentes tempos e ritmos de aprendizagem”. “Muita gente investindo em educação e pouco se discute a fundo o que é uma educação de qualidade. Inovar é preciso, para a gente fazer do espaço público […] um espaço de produção de cultura, de aprendizado e de vida”, reflete Plapler, ao abordar a diferença entre ensino e escolarização. O Programa de Estímulo à Criatividade na Educação Básica não se limita às escolas públicas, mas também se estende aos colégios privados e às diversas organizações que estão repensando o modelo convencional de educação, cujas iniciativas podem ser acompanhadas pelo site do programa: http://criatividade.mec.gov.br/. Assista à entrevista:
Impeachment e Governabilidade

O programa Complicações, da UNIVESP TV, aborda nesta edição o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, bem como a questão da governabilidade. Para comentar os temas, foram convidados os professores Armando Boito Junior, titular em Ciência Política no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp), e Brasilio Sallum Junior, titular em Sociologia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). A admissibilidade do processo de impeachment foi aprovada no último dia 17, na Câmara dos Deputados, com 367 votos favoráveis e 137 contrários. Agora, segue para o Senado, que decide se julga as denúncias ou arquiva as investigações contra a presidente. Sobre a possibilidade da presidente manter o mandato, Boito comenta que diferentemente do que acorreu com Fernando Collor, esse processo não será indolor. “A Dilma Rousseff, o PT, possuem base popular, base social, e eles estão lutando contra o impeachment. A possibilidade de que a mobilização e a luta de rua cresçam e a aprovação do impeachment no Senado seja dificultada, isso é uma possibilidade real”. Sallum concorda com Boito, mas diz que a possibilidade de Dilma manter o mandato é pequena devido à baixa influência das mobilizações populares no Senado. “A movimentação de rua provavelmente tem menos efeito sobre o Senado do que sobre a Câmara”, comenta. Para o pesquisador, o afastamento da presidente provavelmente ocorrerá no dia 12 de maio por maioria simples. Acompanhe a entrevista completa:
Ocupação paleoíndia no Estado de SP

A série especial SP Arqueologia, da UNIVESP TV, visita sítio arqueológico em Ipeúna, no interior de São Paulo, para acompanhar a pesquisa comandada pelo professor Astolfo Araújo, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade São Paulo (MAE–USP). O grupo de pesquisadores procura entender como ocorreu a ocupação dos paleoíndios no Estado de São Paulo, buscando vestígios que ajudem a completar o que Astolfo define como uma “lacuna”: “A gente não tem quase nada [de informação arqueológica] nessa faixa que vai de 12 mil até 8 mil anos atrás” para a região. Araújo trabalha desde 2010 no sítio Lagoa do Camargo, onde encontrou material lítico, ou seja, pedra lascada pelo homem do passado e utilizada para caçar e cortar alimentos. Em visita da equipe da UNIVESP TV ao sítio, os pesquisadores demostraram a técnica de tradagem, em que furos realizados em profundidade no chão são utilizados para encontrar materiais arqueológicos. “Nós abrimos quadras de um 1m² e, nelas, encontramos mais materiais arqueológicos e carvão”. De acordo com Araújo, a análise do carvão encontrado deu como resultado uma idade de cerca de onze mil e quinhentos anos. Confira o vídeo:
Peça Anjo Negro, de Nelson Rodrigues

Nesta edição do programa Literatura, da UNIVESP TV, Elizabeth Ferreira Cardoso Ribeiro Azevedo, professora de Teatro Brasileiro e História das Artes Cênicas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA–USP), fala sobre a peça teatral Anjo Negro, escrita pelo jornalista Nelson Rodrigues em 1946 e encenada pela primeira vez somente em 1948, por causa da censura da época. De acordo com Azevedo, Nelson Rodrigues escreveu a peça em um momento em que ocorriam mudanças importantes no teatro brasileiro. O jornalista estava envolvido nessa evolução dramatúrgica desde 1943, com a montagem da peça Vestido de Noiva, considerada um divisor de águas na dramaturgia nacional. A peça Anjo Negro é dividida em três atos e conta a história de um médico negro e rico, Ismael, que renega a sua negritude e origem e se casa com uma mulher branca, Virgília. Os dois vivem enclausurados em uma casa, onde encontram situações de conflito a todo momento. Virgínia mata os três filhos que tem com Ismael, e odeia a sua outra filha, fruto de um adultério cometido com Elias, irmão adotivo, branco e cego de Ismael. Sobre a proposta de Nelson com a peça, Azevedo comenta: “Ele estava tocando em mitos, em arquétipos maiores do que esta crônica policial”. Confira a entrevista completa:
“Diário da Amazônia”, de Roger Casement

O tema deste programa da série Livros, da UNIVESP TV, é a primeira edição em português do Diário da Amazônia, do poeta e revolucionário irlandês Roger Casement. Lançado neste ano pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) e organizado pelas pesquisadoras Laura Izarra e Mariana Bolfarine, o livro relata o resultado de duas viagens de investigação que Casement, então cônsul-geral britânico no Brasil, fez à região do Alto Amazonas em 1910 e 1911. O alvo eram as denúncias de violência e escravidão cometidas contra indígenas brasileiros, peruanos e colombianos pela Peruvian Amazon Company, empresa exploradora da borracha financiada pela Bolsa de Londres. Roger Casement constatou, registrou e denunciou as atrocidades perpetradas contra os trabalhadores – uma iniciativa pioneira pelos direitos humanos. Laura Izarra é professora livre-docente e coordena a Cátedra de Estudos Irlandeses W.B.Yeats da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), da qual a doutora Mariana Bolfarine, responsável pela tradução do diário, é pesquisadora. Assista ao programa:
História da imprensa a partir da literatura de Lima Barreto

O programa História, da UNIVESP TV, entrevista Denilson Botelho, pesquisador da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH – Unifesp), sobre a história da imprensa durante o período da Primeira República Brasileira (1889-1930), interpretada a partir da literatura ficcional do escritor Lima Barreto (1881-1922). De acordo com Botelho, o escritor foi uma testemunha privilegiada da transição do Brasil escravista e monárquico para a República Velha, e sua obra reflete esse processo histórico. “No caso do Lima Barreto especificamente, que adota uma perspectiva de dialogar com a realidade na qual ele vive, e muitas vezes, de satirizar essa realidade, a sua literatura é [um meio] de pensar naquele período da história”, comenta. Segundo o pesquisador, as obras de Lima Barreto tiveram uma atuação muito significativa na imprensa durante a República Velha, já que boa parte dos seus textos literários circulavam em páginas de jornais e revistas estudantis. Em 1907, o escritor criou a revista Floreal em parceria com um grupo de amigos, na tentativa de ampliar o espaço para textos literários nas publicações da época. Mas foi somente em 1915 que o autor publicou o romance Numa e a Ninfa no formato folhetim, no jornal A Noite. Botelho destaca também a presença do tema da imprensa nos textos de Lima Barreto. Em seu romance de estreia, Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), por exemplo, o escritor “cria um jornal ficcional e algumas passagens desse romance acontecem inclusive na redação desse jornal”. No obra, ele faz um retrato bastante crítico da imprensa e dos mecanismos que a regiam naquele período. Ao escolher o tema, de acordo com o pesquisador, Lima Barreto buscava provocar um debate público a respeito da impossibilidade de os escritores da época publicarem suas obras em tais veículos. Confira a entrevista completa: