Céu da Semana: descubra o que foi “O Grande Debate” para a Astronomia

Todas as semanas o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI), da Universidade Federal de São Carlos, apresenta, na UNIVESP TV, dicas de como olhar para o céu, que constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos do período. No céu desta semana é possível observar, a olho nu, o planeta Vênus, que pode ser visto no horizonte oeste, na constelação de Câncer, até às 20h30. Também no início da noite Júpiter está visível a Norte na constelação de Câncer, ficando visível até 22h00. Saturno aparece à noite a leste, na constelação de Escorpião e fica notório até às 05h30. No vídeo, Rojas traz informações sobre “O Grande Debate”, evento promovido pela Academia de Ciências de Washington, que ocorreu em abril de 1920 e foi considerado um marco na história da Astronomia. A polêmica envolveu o astrônomo Harlow Shapley (1885-1972) que acreditava que a Via Láctea era a única galáxia do Universo. Já Heber Curtis apostava na existência de inúmeras galáxias. Ele se baseava em evidências observacionais, incluindo a presença da faixa de poeira e estrelas novas nessas nebulosas. Assista ao vídeo e descubra o que pode ser observado no céu desta semana:
Escravidão nas Américas

O historiador do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), Rafael de Bivar Marquese, fala sobre a escravidão moderna iniciada com a descoberta das Américas e do Caribe, no programa História, da UNIVESP TV. O Professor Marquese é autor, entre outros, de Feitores do Corpo, Missionários Da Mente – Senhores, letrados e controle dos escravos nas Américas, 1660-1860 (Companhia das Letras, 2004). De acordo Marquese, a escravidão moderna é associada à escravidão negra, ou seja, ligada ao tráfico transatlântico negreiro, que começou com a colonização do Brasil, da América Espanhola e do Caribe. É uma escravidão relacionada ao mundo industrial, com a produção de artigos primários para a indústria têxtil, como no caso do algodão, nos Estados Unidos, que é a principal matéria-prima para a revolução industrial; o açúcar, em Cuba, que é um produto circular explorado há muito tempo; e o café, no Brasil, sendo a terceira mercadoria chave, a qual se articula à sociedade brasileira. Segundo o historiador, a Guerra de Secessão ou Guerra Civil dos Estados Unidos, travada entre 1861 e 1865, deve ser conceituada como o grande evento de crise da escravidão mundial do século XIX. “O que causou a escravidão foi a guerra civil. […]. Desde o início, foi percebido que a escravidão era o ponto chave para o conflito, quando o combate chegou ao fim, grande parte das tropas era composta por negros”, disse. Para Marquese, o Império do Brasil está associado diretamente à escravidão, aliás, para o historiador, a crise da escravidão é também a crise do Império no país. “No caso específico da Instituição da Escravidão, essa é uma história que tem que ser escrita em escala global. Ela não tem como ser escrita em escala nacional”. Isso porque são vários os aspectos que devem ser examinados, como forças econômicas, políticas e sociais. Assista à entrevista e confira mais sobre o assunto:
Biodiversidade microscópica
Não conseguimos ver os micróbios a olho nu, mas eles estão na terra, no mar e no ar. Podem sobreviver em lugares extremos, inclusive dentro de plantas e de animais, como os seres humanos. Nesta reportagem da série SP Pesquisa a enorme diversidade do mundo microbiano é revelada. Cientistas expõem os motivos da importância de conhecer essa biodiversidade e porque a vida humana depende da preservação desses micro-organismos, que compõem a maior parte da matéria viva da Terra. A reportagem ouviu biólogos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) que estudam os seres vivos mais antigos do planeta, entre eles as algas marinhas e as amebas, que sobreviveram a todas as mudanças climáticas da Terra por bilhões de anos. No Instituto Oceanográfico da USP, o grupo da cientista Vivian Pelizzari se dedica ao estudo dos micróbios que resistem a condições ambientais extremas, e por isso são chamados de extremófilos, isto é, conseguem sobreviver ou até necessitam de condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida no planeta. “[O ambiente extremo] pode ser desde uma região polar, até regiões de fontes termais que apresentam temperaturas muito altas. Também se pode considerar como um ambiente extremo, o poluído”, informa Pelizzari. O biólogo Felipe Pereira estuda bactérias que habitam ambientes gelados. “Ela [a bactéria] sobrevive em dois ambientes extremos, que podem ser extremamente salinos, ou extremamente frios, como é o caso da bactéria Planococcus halocryophilus”, explicou. De acordo com o biólogo Rubens Duarte, nos estudos realizados com regiões milenares de solo congelado, cerca de 70% das espécies encontradas sobrevivem até hoje. Boa parte dos micróbios podem viver em diferentes regiões da superfície terrestre, o que seria mais uma prova da resistência e versatilidade desses seres. Assista às duas partes da reportagem:
A educação privada em São Paulo

Descubra São Paulo é uma produção realizada em parceria da UNIVESP TV com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), que traz estatísticas e análises dos números do Estado a partir de estudos produzidos pelo órgão. Nesta série de vídeos curtos, dados mostram como a educação básica passou por uma rápida expansão nos últimos anos, sendo universalizada na década de 1990, e de que modo as matrículas em escolas particulares de ensinos fundamental e médio cresceram na última década. Entre os anos de 2002 e 2013, a população com faixa etária entre 5 e 17 diminui de 44 para 42 milhões. Consequentemente, as matrículas no ensino básico público têm diminuído ano a ano. Já as matrículas em escolas particulares de ensino fundamental e médio cresceram na última década, representando 14,5% do total no Brasil e 17% no Estado de São Paulo. O perfil das matrículas nos setores fundamental e médio em escolas públicas e privadas parece seguir um padrão relacionado à qualidade da educação pública dos municípios, de acordo com o índice de Desenvolvimento da educação Básica (Ideb), bem como a renda familiar. Veja mais informações nos vídeos abaixo: Descubra SP – A educação privada em São Paulo – parte 1 Descubra SP – A educação privada em São Paulo – parte 2 Descubra SP – A educação privada em São Paulo – parte 3 Descubra SP – A educação privada em São Paulo – parte 4
Orgulho e Preconceito

O programa Literatura Fundamental, da UNIVESP TV, recebe Mariana Teixeira Marques, doutora em estudos linguísticos e literários em inglês pela USP e professora do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo, campus de Guarulhos. O livro Orgulho e Preconceito (1813) é um romance da escritora britânica Jane Austen (1775-1817). A obra traz uma reflexão a respeito do comportamento da sociedade aristocrática no início do século XIX, na Inglaterra, e fala sobre a busca da felicidade e o desejo pessoal colocado acima das convenções sociais. A obra, que teria sido terminada em 1797, antes de a autora completar 21 anos, foi originalmente denominada First Impressions, mas nunca foi publicada sob este título. Ao fazer a revisão dos escritos, Austen intitulou a obra e a publicou como Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito). A história se passa no campo, e mostra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento. De acordo Marques, a autora, apesar de conservadora, fez muito uso da ironia em seus textos. Começou a escrever o romance no final do século XVIII, período pós revolução Francesa. “Austen abre uma janela com essa personagem [Elizabeth Bennet], para um certo tipo de feminino que interessava para ela, e que se colocava em prática na sociedade inglesa, além de propor um modelo de mulher independente”, disse. Orgulho e Preconceito, segundo Marques, fala da relação entre um homem e uma mulher, o que é a mulher inteligente, e como ela se coloca num relacionamento. “São questões que, por mais que se mostrem ser menos relevantes [atualmente], ainda estão presentes na vida das pessoas”, afirma. Assista à entrevista:
O céu da semana

Todas as semanas, Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da UFSCar, apresenta dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos. No céu desta semana, é possível observar, a olho nu, no começo da noite, o planeta Vênus, a horizonte oeste, na constelação de Gêmeos, que fica visível até as 20h30.Também no começo da noite, Júpiter pode ser visto a norte, na constelação de Câncer, até as 23h00. O planeta Saturno fica notório durante toda a noite, na constelação de Libra. Continuando a explanação do vídeo da semana passada, Rojas conta que, após a publicação da Teoria da Relatividade Geral por Albert Einstein, em 1915, o astrônomo e físico alemão Karl Schwarzschild (1873-1916) resolveu explorar as suas consequências e obter as soluções exatas para as equações de campo dessa teoria. Schwarzschild é considerado um dos fundadores da moderna astrofísica. Assista ao vídeo e confira as soluções e equações de Karl Schwarzschild:
Cruzadas

Néri de Barros Almeida, professora do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas e coordenadora do Laboratório de Estudos Medievais, fala no programa História, da UNIVESP TV, sobre as Cruzadas. Os movimentos militares de inspiração cristã partiram da Europa rumo ao oeste entre os séculos XI e XIII com o intuito principal de conquistar e manter sob domínio a cidade de Jerusalém. De acordo a historiadora, as Cruzadas eram ímpetos dos cristãos ocidentais em direção aos lugares considerados santos. A primeira Cruzada aconteceu em 1096. “A cristandade desse período é divida entre ocidental e oriental, ou seja, de línguas latina e grega”, disse Almeida, sendo o Império Bizantino cristão oriental. Num primeiro momento, os cruzados “foram impulsionados por um apelo que o Imperador bizantino fez aos ocidentais para socorrerem Bizâncio [cidade central do Império Bizantino] de uma nova investida islâmica […] que ameaçava seriamente a capital bizantina, Constantinopla”, contou. Segundo Almeida, o Papa Urbano II, por sua vez, fez um apelo emocionado no qual pregava a reconquista de Jerusalém e dos lugares santos, dando origem a uma organização dessa guerra santa ocidental com características muitos próprias: “Um Papa chamando para a guerra, isso é muito original para o período. E uma guerra que traz benefícios espirituais, pois o Papa promete a quem se engajasse na guerra o perdão dos pecados”. Almeida compara as Cruzadas à Jihad islâmica: “Existem muitos pontos em comum. Ambas são guerras santas no sentido que se justificam como a realização de um desejo, um designo divino. Elas também são iguais na oferta de benefícios espirituais. […] Mas são diferentes na medida em que essa guerra santa cristã é uma criação do final do século XI, enquanto a Jihad islâmica é um elemento originalmente incorporado ao Islã, desde o início”. Assista ao vídeo e saiba mais sobre as Cruzadas:
Vida de Cientista, com Silvio Salinas

O Programa Vida de Cientista, da UNIVESP TV, traz como convidado Silvio Salinas, professor aposentado do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). O professor fala sobre a sua trajetória acadêmica e científica, que se iniciou na Engenharia, e conta de que maneira seguiu para a área da Física. Salinas estudou sua vida toda em escolas públicas. Cursou Engenharia no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mas não se formou, pois, quando estava no quarto ano do curso, foi um dos estudantes presos pela ditadura militar, além de ter sido expulso do instituto. Após esse episódio, ele partiu para São Paulo e prestou vestibular para Física. Em 1969, Salinas foi para os Estados Unidos, e somente em 1974, ao retornar para o Brasil, ele entrou no Instituto de Física da USP, no qual se aposentou. Assista à entrevista e conheça mais sobre a trajetória de Salinas:
Céu da Semana: descubra como o eclipse solar de 1919 permitiu confirmar as previsões de Einstein

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu. No céu desta semana, é possível observar, a olho nu, no começo da noite, o planeta Vênus, a oeste, na constelação de Gêmeos, até às 20h30. Na noite de 21 de maio, a lua crescente fica ao lado da estrela D´alva. Também no começo da noite, Júpiter pode ser visto a norte, na constelação de Câncer, e fica visível até às 23h30. Na noite de 22 de maio, o planeta Saturno atinge a oposição – nesta ocasião, o planeta fica na direção oposta ao Sol, quando visto da Terra. É a melhor época do ano para observar o planeta dos anéis, que pode ser visto durante toda a noite, na constelação de Libra. Em 23 de maio, a lua passa ao lado do maior planeta do sistema solar, Júpiter. No vídeo, Gustavo Rojas fala da eclipse de 1919, quando uma expedição organizada para observar a eclipse total do sol permitiu que fosse comprovada uma das previsões da Teoria da Relatividade Geral proposta por Albert Einstein (1879-1955) em 1915: o desvio da luz. Assista ao vídeo e confira como o eclipse de 1919 ajudou a confirmar as previsões de Einstein:
O estigma da deficiência física e o paradigma da reconstrução biocibernética do corpo

No programa Fala, Doutor, da UNIVESP TV, o antropólogo Joon Ho Kim fala sobre a tese “O estigma da deficiência física e o paradigma da reconstrução biocibernética do corpo”, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciência Social (Antropologia Social) da Universidade de São Paulo. Vencedora do Prêmio Capes de Tese na área de Antropologia/Arqueologia e do Grande Prêmio Capes de Tese em 2014, a pesquisa defende que, a despeito de tanto a paralisia quanto a amputação serem características corporais que tendem a resultar em estigma, o surgimento de tecnologias prostéticas que habilitam amputados a competirem em nível olímpico contra pessoas sem deficiência tem produzido reações que contrariam a regra geral segundo a qual se evita expor aquilo que causa estigma, ganhando cada vez mais projeção midiática a imagem de amputados estereotipados como a realização do sonho de ciborgue: o corpo orgânico potencializado pela sua hibridação com sistemas cibernéticos. Segundo Kim, o estigma é construído socialmente: “[…] é um processo no qual, a partir de um defeito que é considerado original, derivam defeitos secundários”. O antropólogo analisou tanto o estigma que recai sobre a deficiência física, como as tecnologias que são desenvolvidas para a reabilitação e como isso interage com a construção do estigma. De acordo com Kim, a reabilitação promoveria a reinserção desses indivíduos na sociedade. Assista à entrevista e conheça mais sobre o assunto: