O subsolo brasileiro

Para medir a espessura da crosta terrestre brasileira, uma equipe de geofísicos realizou explosões em vários pontos do Estado de São Paulo, por meio de uma técnica que analisa a propagação das ondas de choque no interior da Terra. O programa SP Pesquisa acompanhou a instalação dos instrumentos de medida e uma das explosões realizadas para a pesquisa. Esse esforço para determinar a espessura da crosta também integra uma pesquisa realizada no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, para explicar os tremores de terra que existem no Brasil. De acordo com uma das investigações apresentadas no programa, existe uma correlação entre a sismicidade brasileira e o excesso de massa no interior da crosta. Em áreas de crosta mais fina, há maior interface entre a crosta e o manto, que é mais denso. Os pesquisadores constataram que as tensões criadas nessas áreas de interface podem ser suficientes para induzir tremores de terra. O programa explica por que e como isso acontece. De acordo o geólogo da Universidade de Brasília Reinhardt Fuck, a investigação visa verificar a natureza da crosta continental, sua espessura e estrutura. “Estamos interessados em saber o que há na terceira dimensão, ou seja, em profundidade”, disse. A pesquisa complementa um experimento feito há dois anos dentro do mar, na Bacia de Santos, pela Petrobrás e pelo Instituto Francês de Pesquisa e Exploração do Mar. “[O objetivo da pesquisa é] ver como é a transição da crosta continental para a crosta oceânica”, diz Fuck, uma vez que, segundo o pesquisador, a estrutura passa de 40 quilômetros de espessura para 10 quilômetros ou menos no oceano, assumindo natureza completamente diferente. Assista ao vídeo e confira como é realizada a explosão que induz as ondas sísmicas para pesquisa:
O que há no céu desta semana? Confira as dicas do astrofísico Gustavo Rojas

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu. No céu desta semana, é possível observar, a olho nu, ao entardecer, o planeta Vênus, a oeste, na constelação de gêmeos, até às 20h30. Júpiter também pode ser visto quando anoitece, a norte, na constelação de Câncer, até às 23h00. Às 18h30, Saturno aparece a leste, na constelação de Escorpião, e fica notório até o amanhecer. No vídeo, Gustavo Rojas fala da Teoria da Relatividade Geral, publicada em 1915 por Albert Einstein (1879-1955), que alterou profundamente os nossos conhecimentos sobre o espaço-tempo ao concluir que a matéria (energia) curva o tempo e o espaço à sua volta.
A invenção de Hélio Oiticica

O filósofo e professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Celso Favaretto, fala em entrevista ao programa Livros, da UNIVESP TV, sobre a sua obra A invenção de Hélio Oiticica (EdUSP), cuja segunda edição foi lançada este ano. Favaretto explica o percurso de Oiticica a partir da década de 1950, e a forma como ele fazia e pensava suas obras. Hélio Oiticica (1937-1980) foi um pintor, escultor, artista plástico e performático brasileiro de aspirações anarquistas. Entre 1955 e 1956, fez parte do Grupo Frente de artistas concretos cariocas. Segundo Favaretto, após essa fase concretista, o artista abandonou a tela de pintura e passou a adotar o relevo, rompendo dessa forma com as molduras e propondo uma arte ambiental. Oiticica introduziu a vivência popular na sua obra a partir da experiência que teve na escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Daí surgiram as suas famosas capas coloridas, os parangolés. De acordo com Favaretto, este conjunto de obras nasceu de uma necessidade do artista de desinibição intelectual, de uma livre expressão que ele chamava de “antiarte por excelência”. Em 1967, Oiticica instala no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, na exposição Nova Objetividade, o labirinto Tropicália – segundo Favaretto, uma tentativa do artista de entender as assincronias do país, a convivência do avançado com o atrasado, isto é, do arcaico com o moderno. A obra foi apresentada no formato de duas cabines, ou dois labirintos, que proporcionavam ao espectador penetrar nos compartimentos, tornando-se participante do processo. “A [instalação] Tropicália figura uma espécie de construção das favelas, uma vez que a penetração desse labirinto é semelhante ao andar pelas quebradas das favelas”, diz o pesquisador. No fim de 1968, Oiticica recebe um convite para ir à Londres e faz uma grande intervenção, apresentando suas produções de maneira livre, o que ele não poderia fazer de maneira alguma no Brasil, por conta da censura no período do regime militar. Assista à entrevista:
Da Bossa Nova ao MPB: Chico Buarque e Caetano Veloso

O programa Fala Doutor, da UNIVESP TV, recebe a pesquisadora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Daniela Vieira dos Santos, para falar sobre a sua tese As representações de nação nas canções de Chico Buarque e Caetano Veloso: do nacional-popular à mundialização. Daniela Santos analisa canções dos compositores entre os anos 1960 e 1990 para desvelar as representações do projeto de nação incorporadas pela Música Popular Brasileira (MPB). A hipótese principal que conduz o estudo é de que a canção MPB como representativa de projetos nacionais tende a declinar a partir dos anos 1980. Ela fala do conceito do luto e da melancolia de Sigmund Freud, aplicado à canção de Chico e Caetano. A pesquisadora diz que, apesar de Chico e Caetano terem inspirações na Bossa Nova, com Tom Jobim e João Gilberto, há uma mudança temática com a MPB – instituição sociocultural que se consolida no fim dos anos 60, antes denominada Moderna Música Popular Brasileira (MMPB). “Chico leva mais a Bossa Nova em suas canções, ou seja, ele é mais tradicionalista. Já o Caetano é renovador, porque ele tenta romper esse movimento e entra em cena com uma perspetiva mais moderna”, comentou. A crise social e econômica dos anos da ditadura é captada nas obras de artistas das mais diferentes esferas. Somente a partir da década de 80, segundo a pesquisadora, a canção MPB entra em declínio. Ela afirma que com o passar dos anos surgem outras tendências, e a MPB não consegue captar mais com tanta criticidade a matéria sócio, histórica e contemporânea. Assista à entrevista:
Labjor/Unicamp recebe inscrições para pós-graduação em Jornalismo Científico até 10 de maio
O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebe até o dia 10 de maio de 2015 inscrições para o processo seletivo do curso de especialização em Jornalismo Científico. A seleção ocorrerá em duas fases. A primeira, on-line, consiste no preenchimento de ficha de inscrição e envio de documentos (aqui). Na segunda etapa, serão realizadas provas escrita e de proficiência em inglês, seguidas de entrevista. As aulas começam em 10 de agosto de 2015. Para mais informações sobre o processo seletivo, acesse o site: http://www.labjor.unicamp.br/cursos/informacoes_pos.htm
O que observar, a olho nu, no céu desta semana?

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu. No céu desta semana, é possível observar, a olho nu, ao entardecer, o planeta Vênus, a oeste, na constelação de Touro, até às 20h00. Júpiter pode ser visto quando anoitece, a norte, na constelação de Câncer, ficando visível até 23h30. Às 19h30, Saturno aparece a leste, na constelação de Escorpião, e fica notório até o amanhecer. Na noite de 05 de maio, a Lua estará pertinho do planeta dos anéis, Júpiter. No vídeo, Gustavo Rojas fala de 1905, considerado como o maravilhoso ano de Einstein. Nesta data, o físico teórico alemão Albert Einstein causou uma revolução na física, ao publicar suas descobertas sobre o efeito fotoelétrico, o movimento browniano, a equivalência massa-energia e a Teoria da Relatividade Restrita. As descobertas de Einstein ajudaram a formar a base da mecânica quântica e da Teoria da Relatividade. Assista:
Políticas culturais e povos indígenas

O programa Livros, da UNIVESP TV, entrevista o antropólogo Pedro de Niemeyer Cesarino, que fala sobre o seu livro Políticas Culturais e Povos Indígenas (Editora Cultura Acadêmica, 2014), organizado por ele e pela antropóloga Manuela Carneiro da Cunha. A obra é composta por 19 ensaios, que debatem a política cultural feita para os índios e a política cultural feita pelos próprios índios – como essas políticas se cruzam e os resultados que apresentam. O livro inclui textos de autores indígenas, como Mutuá Machínaku, que mora em uma comunidade Kuikuro no Alto Xingu, e defendeu o seu mestrado no programa de pós graduação em Antropologia Social no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De acordo com Cesarino, o texto de Machínaku traz uma reflexão do impacto da escolarização e da escrita nas culturas indígenas, além da transformação que a escrita acarreta nos moldes da transmissão oral. De acordo com Cesarino, as políticas culturais para os indígenas são, em geral, formuladas pelo Estado. Já políticas culturais dos índios seriam algo inventado por estudiosos para tentar pensar as maneiras pelas quais os povos indígenas articulam as suas formas de conhecimento e a transmissão de instruções tradicionais. A cultura só existe, segundo Cesarino, através de seu contato com outras culturas, e só se estabelece por meio de relações de vizinhanças. “As sociedades indígenas sempre estiveram em contato umas com as outras. As formas de conhecimento [indígenas], portanto, sempre se deram por meio de relações de aculturação”, completou. Ao contrário do que afirmam muitos autores, Cesarino defende: “As culturas indígenas continuam muito vivas, essas culturas não são mais frágeis do que outras”. Assista à entrevista:
Vida de Cientista com Suely Queiroz

A convidada desta edição do programa Vida de Cientista, da UNIVESP TV, é Suely Queiroz, professora aposentada do Departamento de História da Universidade São Paulo (USP). Ela relata sua trajetória na universidade e fala da sua aproximação com Sérgio Buarque de Holanda, um dos mais importantes historiadores brasileiros. Queiroz ingressou na USP em 1958, e se tornou aluna e assistente de Holanda. Ela também foi uma das primeiras bolsistas de mestrado em História pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). De acordo com a historiadora, os cursos de história da USP, na época, tinham objetivos apenas de formar professores; mas, com o incentivo de Holanda, a maneira de ensinar a disciplina na universidade sofreu diversas mudanças. Ele defendia a transformação do historiador em um profissional de pesquisa e a valorização de métodos originais de estudos, com documentações e fontes primárias. A pretensão inicial de Queiroz era apenas se graduar, mas sua trajetória tomou rumos diferentes quando conheceu o professor Sérgio Buarque de Holanda, que lhe forneceu o tema da sua primeira pesquisa, A lavoura de cana no período colonial. Assista ao vídeo e conheça mais sobre a vida de Suely Queiroz:
No Dia Mundial da Educação, entenda mais sobre políticas públicas na área

O Dia Mundial da Educação é comemorado em 28 de abril. Para entender mais sobre políticas públicas voltadas para a área, a UNIVESP disponibiliza videoaulas da disciplina Políticas Públicas para a Educação do curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática da instituição. Veja na playlist abaixo as videoaulas:
O que observar no céu dessa semana?

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos do período. No céu desta semana, é possível observar, a olho nu, o planeta Vênus, a oeste, na constelação de Touro, do entardecer até às 20h00. Júpiter pode ser visto a leste quando anoitece, na constelação de Câncer, ficando visível até 23h30. Às 19h30, Saturno aparece a leste, na constelação de Escorpião, e fica notório até o amanhecer. Segundo Rojas, as informações que temos sobre os corpos celestes foram alcançadas por meio de estudos da luz – as propriedades de emissão, absorção e propagação fornecem pistas importantíssimas sobre o conteúdo do universo. Assista ao vídeo e descubra o que há para ser observado no céu desta semana: