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Escola Normal de São Paulo

Em 9 de novembro de 1846, surgiu a primeira Escola Normal de São Paulo. Situada em um edifício vizinho à Catedral do Largo da Sé, o educandário aceitava somente alunos do sexo masculino com idade superior a dezesseis anos. Para estudar nessa instituição, era preciso atender a dois requisitos: ler e escrever. Ela funcionava sem regimento interno, e o seu número de alunos oscilava entre 11 a 21 por mês. Em 1874, com a reforma na legislação de São Paulo, a Lei n° 9 de 22 de março tornou obrigatório o ensino primário para meninos de sete a catorze anos e para meninas de sete a onze anos também. Os primeiros estudavam na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, e em uma sala anexa, intitulada como Seminário da Glória, ficavam as meninas. A Escola Normal fechou as portas por duas vezes, em 1867 e 1878. Em 1880, foi reaberta pela terceira vez, por Laurindo Abelardo de Brito, egresso do colégio. Em 1890, a instituição trouxe mudanças no currículo, introduzindo métodos de Johann Heinrich Pestalozzi – pedagogo suíço pioneiro da reforma educacional da época. Em 1896, foi implantado o primeiro jardim de infância estadual para crianças de ambos os sexos. Com o passar do tempo, a Escola Normal, já instalada na Praça da República, no edifício Caetano de Campos, onde hoje funciona a Secretaria Estadual da Educação, variava seu nome: Normal, Secundária, Complementar, Normal Primária, Instituto de Educação, Normal Modelo e Caetano de Campos. Mas, com a administração Republicana, ela se manteve por várias décadas como o mais importante centro de renovação escolar do Brasil. Assista ao vídeo e conheça mais sobre o desenvolvimento da Escola Normal de São Paulo: 

A Utilidade do Conhecimento, novo livro de Carlos Vogt

A Utilidade do Conhecimento (Editora Perspectiva), novo livro de Carlos Vogt, presidente da UNIVESP, será lançado nesta terça-feira (28/04), a partir das 18h30, na Livraria da Vila, unidade Jardins, em São Paulo. Segundo Vogt, a maior parte dos ensaios e artigos que compõem a obra resultou do trabalho de “ler, reescrever, fundir, refundir e reler textos” que tem publicado, principalmente na revista ComCiência, da qual é diretor de redação. “Em todos permanece, implícita ou explicitamente, a convicção de que perguntar pelo sentido da vida é formular uma questão eticamente útil e cuja utilidade é dada pelo alcance de nossas respostas e pelo ilimitado das perguntas a que nos obriga a liberdade de conhecer”, diz. Carlos Vogt, poeta e linguista, é também coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de 2002 a 2007 e Secretário de Estado de Ensino Superior de 2009 a 2010. Vogt é autor de diversos livros, como Poesia Reunida (2008), Ilhas Brasil (2002), Cafundó – A África no Brasil (1996), A Imprensa em Questão (1997) e O Intervalo Semântico (1977). A Livraria da Vila Jardins fica na alameda Lorena 1731, telefone (11) 3062-1063. Mais informações sobre o livro: www.editoraperspectiva.com.br   * Com informações da Agência Fapesp  

A cultura do milho: um estudo de caso

No programa Livros, da UNIVESP TV, a historiadora Rafaela Basso fala sobre sua obra A cultura alimentar paulista – Uma civilização do milho?. O livro é resultado de uma pesquisa que durou sete anos, na qual a autora abordou os hábitos alimentares paulistas no período colonial, entre os anos de 1650 e 1750, e a relação com a presença indígena. O estudo levanta uma questão até então inédita na historiografia: o milho era de fato predominante na cultura alimentar paulista no período da colonização? A pesquisa partiu do fato de historiadores, ao tratarem da economia ou de aspectos culturais de São Paulo, terem sistematicamente se reportado ao milho como alimento predominante da época, apesar da documentação analisada por Basso silenciar essa informação. Basso diz não ter encontrado na história colonial de São Paulo uma predominância do milho como alimento, contestando, portanto, essa visão histórica. Segundo a autora, o milho era mais importante para as expedições sertanistas por ser fácil de plantar, colher e transportar, mas nas áreas urbanas era alimento menos nobre e, por isso, menos importante. Assim, de acordo com Basso, o consumo do milho teve uma diferenciação social: por ser um produto banal, passou a ser consumido em situações de muita necessidade. A pesquisadora identificou uma convivência do milho, no período, com outras plantas que compunham os hábitos alimentares dos portugueses e indígenas. O ponto de mudança dos hábitos alimentares dos paulistas se deu com a chegada dos imigrantes no século XIX. “Quando a situação propiciava, os colonos preferiam consumir alimentos que remetiam ao paladar lusitano, ao invés do indígena”, afirma. Ao lado do milho havia o consumo da mandioca, feijão, trigo, carnes de porco e gado. Assista à entrevista:

Grafeno: possivelmente, o material mais versátil conhecido pelo homem

O grafeno é um nanomaterial que tem como característica ser um excelente condutor de eletricidade. Composto somente por átomos de carbono dispostos em monocamada, numa folha plana, o material é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e a grafite. O fato de pesquisadores da Universidade de Manchester, na Inglaterra, terem conseguido isolar esse material, em 2004, abriu caminho para pesquisas que visam à utilização do grafeno nas indústrias eletrônica, mecânica e médica. O programa SP Pesquisa visitou centros de excelência no estudo com o grafeno e mostra porque este é possivelmente o material mais versátil conhecido pelo homem. No Brasil, o Centro de Microscopia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é um dos lugares de referência em pesquisa desse material. O físico da UFMG Marcos Pimenta explica que, além das propriedades eletrônicas, o grafeno tem outras características muito interessantes. “Primeiro, é mecânica, porque a ligação carbono-carbono é a mais rígida que existe”, o que garante, além de resistência, algumas propriedades térmicas: “É um material que conduz calor com muita facilidade, […] mas ao mesmo tempo deixa passar luz através dele”, explica. Assista a primeira parte da reportagem: 

Descubra o que há no céu dessa semana

Todas as semanas, Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos. Nesta semana, Rojas conta a história de Alvan Clark e seus filhos, construtores dos maiores telescópios refratores já feitos. O planeta Vênus pode ser observado até às 20h00, a oeste, na constelação de Touro. Júpiter pode ser visto a leste, na constelação de Câncer, e fica visível até 1h30. Às 21h00, Saturno aparece a leste, na constelação de Escorpião, e fica notório até o amanhecer. 

Adam Smith

Adam Smith (1723-1790) é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico. Nascido na Escócia, graduou-se em Humanidades aos 17 anos, na Universidade de Glasgow, Escócia, e pós-graduou-se em Filosofia na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Aos 27 anos, retornou para a Universidade de Glasgow como professor, onde lecionou Teologia, Ética, Jurisprudência e Economia Política. Aos 37 anos, tornou-se reitor da instituição. Em 1759, Smith publicou o seu primeiro livro, A Teoria dos Sentimentos Morais. Segundo a sua teoria, os homens possuem uma voz interior com o sentido moral que os aconselha sobre seus atos. Smith defende que a verdadeira riqueza de uma nação vem do trabalho e do fluxo de mercadorias e serviços que ele produz, e afirma: “Tudo funciona melhor em um ambiente em que o homem tem liberdade para empreender”. Assista ao vídeo e conheça mais sobre Adam Smith: 

Para além do voto

Em entrevista para a UNIVESP TV, Ana Cláudia Chaves Teixeira fala sobre a sua tese de doutorado Para além do voto: uma narrativa sobre a democracia participativa no Brasil (1975-2010), defendida no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas. O trabalho foi vencedor do Prêmio Capes 2014, na área de Sociologia. De acordo com Teixeira, ela buscou recuperar o imaginário social sobre a democracia participativa ao longo dos 35 anos estudados, com um olhar voltado tanto para as ideias como para as experiências concretas realizadas no período. O processo político poderia ser divido em três fases, segundo a autora, cada uma delas com uma visão dominante diferente. O momento inicial, em 1975, teria uma visão da democracia como participação do sujeito. “A ideia é emancipar e conscientizar o cidadão dos seus direitos”, explica. O segundo período, entre os anos 1990 e 2002, teria como visão dominante a do modo deliberativo, com espaços para orçamento participativo e a presença dos conselhos. “A ideia é participar ativamente dessa política pública e partilhar esse poder de decisão”, analisa Teixeira. Já a terceira fase compreenderia o período de 2003 a 2010, e seria baseada no processo de escuta, momento das audiências públicas e conferências. “Praticamente todos os ministérios fizeram audiências públicas, o espaço e as vozes aumentam [no período]”. Algo a ser comemorado, segundo a pesquisadora, considerando a trajetória autoritária de uma sociedade como a nossa. Assista ao programa: 

O esforço pessoal é o único responsável pelo sucesso de um indivíduo?

Em artigo publicado em janeiro deste ano com o título “Meritocracia hereditária” (tradução livre), a revista The Economist reuniu estudos feitos nos Estados Unidos sobre a meritocracia, ou seja, a ideia de que as conquistas de uma pessoa são proporcionais ao seu esforço. De acordo com os resultados apresentados, o mérito talvez não seja o único responsável pelo sucesso de um indivíduo: jovens de famílias ricas e bem educadas teriam vantagens para ingressar no ensino superior e no mercado de trabalho.   Vejo no vídeo os principais dados e conclusões do artigo:   O assunto, frequentemente discutido no âmbito do ensino superior, foi tema de debate em programa da UNIVESP TV, que teve como convidados os professores Reginaldo de Moraes, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Salvador Sandoval, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).   De acordo com Moraes, a sociedade norte-americana se tornou muito mais desigual nos últimos 30 anos, e isso acontece também no campo educacional. “A elite americana compra uma vaga nas universidades, e as universidades competem pelos estudantes que podem pagar as anuidades cheias”, afirma. Veja o debate abaixo:   

O que há no céu neste final de semana?

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos. Nesta semana o planeta Vênus pode ser observado até às 20h00, Júpiter fica visível até às 2h30 da madrugada, e o planeta Saturno aparece às 21h30 e pode ser observado até o amanhecer. Neste programa, Rojas fala também sobre a astrônoma Henrietta Swan Leavitt, uma pesquisadora de estrelas variadas. Assista ao vídeo: 

Conheça São Paulo

Conheça São Paulo é uma produção realizada em parceria da UNIVESP TV com a  Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). A série traz estatísticas e análises dos números do Estado de São Paulo a partir de estudos produzidos pelo órgão. Nos últimos programas, especialistas abordam as recentes descobertas e o aumento da produção de petróleo e gás natural na bacia de Santos. Além da questão energética, o programa já abordou a média de idade da população paulista, a taxa de natalidade no Estado e dados estatísticos que ajudam a entender onde a indústria se fortalece em São Paulo. A série divulga, ainda, dados sobre o trabalho de empregadas domésticas entre 1992 e 2012. Especialistas falam também sobre a evolução do número de mortes causadas pela AIDS nos últimos 25 anos e como as pessoas vivem com a doença. Confira a série e conheça os dados estatísticos de todos esses assuntos:

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