Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa

A UNIVESPTV disponibiliza videoaulas do curso regular de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa I, ministrado por Fabiana Buitor Carelli, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. A série é composta por quatro blocos. As quatro primeiras aulas fazem parte de um módulo introdutório e teórico, cujo objetivo é fundamentar o campo da literatura comparada e explicar como que esses estudos são partes importantes da literatura. Os três últimos blocos são temáticos e específicos: As estrutura de poder no Brasil, Escravos e senhores e o Povo. Veja abaixo as videoaulas do curso:
Vida e Obra de Luiz Gama

O programa Literatura, da UNIVESP TV, recebe a professora e pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira, da Universidade Federal de São Paulo. Ela conta a trajetória e fala sobre a obra de Luiz Gonzaga Pinto da Gama, popularmente conhecido como Luiz Gama, que, vendido como escravo pelo pai, aprendeu a ler somente aos 17 anos, mas rapidamente transformou-se em escritor, militante republicano e abolicionista. Luiz Gama nasceu na Bahia em 21 de junho de 1830 e faleceu em São Paulo, em 1882. Filho da quituteiraLuísa Mahin,uma ex-escrava africana radicada no Brasil, e de um homem branco que pertencia a uma das mais importantes famílias da Bahia, cujo nome ele nunca revelara. Aos 50 anos de idade, Gama escreveu uma carta ao seu amigo Lúcio de Mendonça, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em que conta detalhes sobre a sua infância e adolescência. Segundo Ligia Ferreira, o poeta foi vendido pelo pai a um mercador de escravos em troca de uma dívida de jogo. Ele nasceu livre e se tornou escravo aos 10 anos de idade, passando por oito anos de escravidão. Quando conseguiu sua liberdade, se alfabetizou e se formou advogado por conta própria, para defender os escravos. Em 1859, aos 29 anos de idade, Luiz Gama publicou o seu primeiro livro, Primeiras Trovas Burlescas. Anos mais tarde, publicou alguns poemas em jornais. De acordo com Ligia Ferreira, o poeta foi o primeiro escritor negro a assumir sua negritude na obra poética: “A primeira voz negra da literatura brasileira”, declara. Ligia Ferreira fala também sobre o seu livro intitulado Com a palavra Luiz Gama, que reuniu obras do escritor. Assista à entrevista:
Educação infantil no Brasil

Em entrevista ao Programa Educação Brasileira, da UNIVESP TV, as pesquisadoras da Fundação Carlos Chagas, Eliana Bhering e Beatriz de Oliveira Abuchaim, falam do artigo de sua autoria “Monitoramento da Educação Infantil Pública: Possibilidades e Conteúdos”, no qual analisam o histórico e a qualidade da educação de crianças no Brasil. A pesquisa que deu origem ao artigo foi realizada em 2009, em uma parceria entre a Fundação Carlos Chagas, o Ministério da Educação (MEC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O estudo avaliou a qualidade da educação infantil em seis capitais brasileiras. “Há uma diversidade muito grande nessas seis cidades, tanto no que diz respeito às políticas dos municípios, por serem muito diferentes, como com relação à qualidade”, afirma Abuchaim. As pesquisadoras aprofundaram a análise na realidade do município do Rio de Janeiro, onde visitaram 149 instituições com o objetivo de propôr um sistema de monitoramento para essa rede de ensino. O Brasil deu um passo importante, de acordo com Bhering, ao sair de um modelo assistencialista e inserir a educação infantil no sistema formal de educação. “Com a Constituição de 1988 que a pré-escola e a creche passam então a ser um direito da criança”, argumenta Abuchaim. Para Bhering, este foi “[…] um passo expressivo para as famílias e para o ensino do país, pois, em poucos países se vê a creche e a pré-escola vinculadas ao sistema de educação como se tem [hoje] no Brasil”. Os registros das primeiras pré-escolas brasileiras datam do final do século XIX. Neste período, tais instituições atendiam aos filhos de trabalhadores, mas também crianças de classe média, e já se acreditava no papel educativo da pré-escola. “Durante o regime militar, a pré-escola ganha um caráter mais compensatório para as classes populares, no sentido de inserir cada vez mais cedo as crianças no universo escolar”, conta Abuchaim. Assista à entrevista:
Assista gratuitamente às videoaulas do curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática da UNIVESP

A UNIVESP acredita que o conhecimento é um bem público e, por isso, a instituição disponibiliza conteúdos de qualidade na internet. São séries, reportagens, palestras e materiais informativos e educativos de natureza diversa que podem ser acessados por todosno canal da UNIVESP TV no YouTube. O mesmo ocorre com as videoaulas dos cursos de graduação oferecidos pela UNIVESP. Desde o início das atividades do curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática, as videoaulas que compõem as disciplinas são disponibilizadas no YouTube ao longo dos bimestres. Os conteúdos estão agrupados por disciplina e aula, facilitando a organização dos estudos. Os vídeos consistem em explicações detalhadas do professor, além de visualização dos conteúdos apresentados por ele e dicas. Veja nas playlists abaixo as videoaulas já disponíveis para cada disciplina do curso de Licenciatura: Inglês Ia Letramento Digital Leitura e Produção de Texto Cultura Brasileira Sociedade, Tecnologia e Inovação História da Educação no Brasil Inglês Ib Matemática Filosofia da Educação Estatística Organização do Estado Brasileiro Inglês IIa Bons estudos!
Saiba o que há no céu neste fim de semana

Todas as semanas, o astrofísico Gustavo Rojas, do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) da Universidade Federal de Carlos, apresenta na UNIVESP TV dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos. No programa desta semana ele mostra o que há para ver a olho nu no céu de São Paulo, além de responder à pergunta: qual a distância da Terra até as estrelas? Assista ao vídeo e descubra:
O familiar cuidador e o processo de fim de vida de seu ente querido

Ana Paula Fusjisaka, psicóloga da Universidade de São Paulo, é a convidada do programa Fala, Doutor, da UNIVESP TV. Ela conversou com a apresentadora Cássia Godoy sobre a sua tese “O familiar cuidador, e o processo de fim de vida, e morte de seu ente querido, uma compreensão fenomenológica”. Fusjisaka explica que o estudo busca ampliar a compreensão a respeito das vivências das pessoas que cuidam de um familiar durante o processo de fim da vida. A psicóloga entrevistou seis pessoas, dentre elas, três homens e três mulheres que passaram por essa experiência. Os entrevistados tinham entre 26 e 63 anos. De acordo com a pesquisadora, os cuidadores não recebem nenhum tipo de anteparo psicológico, nem acompanhamento de acolhida. “Quem recebe mais atenção nesse processo de fim de vida de um ente querido, […] são pessoas que participam de programas de cuidados paliativos”, afirma. Os cuidados paliativos foram definidos pela Organização Mundial de Saúde em 2002 como uma abordagem ou tratamento que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da vida. Segundo Fusjisaka, o cuidado paliativo diz respeito a uma morte com dignidade, com “olhar para o enfermo, familiares e amigos que estão envolvidos naquele processo de fim de vida, e não [somente] para a doença. Com isso, ajuda o enfermo a ter uma partida melhor”. Sobre o luto daqueles que perderam ou perderão um ente querido, a psicóloga alega que, geralmente, o próprio processo é visto como uma doença: medicaliza-se o paciente (que perdeu alguém querido) e o tratamento recebido é focado nos sintomas e na cura, e não na pessoa. Com isso, suprime-se a vivência do luto em uma fase marcada por instabilidade emocional e natural, mas que não deve ser reprimida. Assista à entrevista:
Série de reportagens sobre pesquisa em São Paulo será exibida na UNIVESP TV

Os bastidores da produção científica paulista em diversas áreas do conhecimento poderão ser acompanhados em novo programa produzido em cooperação entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Fundação Padre Anchieta. Com estreia prevista para 7 de março, os programas serão exibidos na TV Cultura, aos sábados às 16h, e na UNIVESP TV, aos domingos às 19h e às quintas às 21h30. O programa SP Pesquisa será composto por 26 reportagens, cada um com 28 minutos de duração. À UNIVESP TV coube a supervisão do trabalho realizado pela produtora contratada pelas instituições, a Itinerante Filmes, com base no trabalho de divulgação científica desenvolvido pela Fapesp. A produção leva ao ar o trabalho de pesquisadores que atuam em instituições paulistas e apresenta relações entre as pesquisas e o dia a dia da população, esclarecendo, de forma simplificada e com recursos visuais, conceitos relacionados às áreas abordadas. Os programas tratam de pesquisas feitas no Estado de São Paulo com resultados importantes em diversos campos – entre eles, física das partículas subatômicas, astrofísica, geofísica do subsolo brasileiro, nanomateriais, paleontologia, urbanismo, biodiversidade, etanol, aquecimento global, agricultura, vacina contra a Aids e saúde em geral. A abordagem escolhida prioriza o trabalho dos pesquisadores e sua rotina nos locais em que as pesquisas são realizadas, com reportagens em laboratórios e nas ruas. Para Celso Lafer, presidente da Fapesp, a parceria evidencia o interesse comum das instituições envolvidas na iniciativa pelo desenvolvimento social por meio da ciência. Com informações da Agência Fapesp e da produção da UNIVESP TV
Um Mundo Sobre Papel

Entre os séculos XVI e XVII, ao mesmo tempo que se descobriam novos continentes e se dava a expansão ultramarina, os livros também tiveram um papel importante nesse processo de transmissão da cultura europeia para a Ásia, América e África. Um Mundo Sobre Papel, livro organizado por Iris Kantor, pesquisadora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da Universidade de São Paulo, trata do impacto da arte flamenga no além-mar, mostrando a influência tipográfica em colônias, como o Brasil. No programa Livros, da UNIVESP TV, Kantor conta que a obra fala desse importante momento da cultura Europeia e da ocidentalização dessa cultura, quando a imprensa ganhou uma intensidade e volume jamais imaginado. O livro conta a vida dos tipógrafos, editores e autores que publicaram livros no período. A obra é resultado de uma exposição realizada em 2009 na Antuérpia, a segunda maior cidade da Bélgica. De acordo Kantor, a cidade era um porto importantíssimo entre os séculos XVI a XVII, uma espécie de grande nó de uma rede marítima de escala mundial, em que se concentrava uma tradição fabril e artesanal que possibilitou o desenvolvimento na indústria da tipografia. “A grande importância desse trabalho é mostrar a existência de um mercado editorial fortíssimo [naquela época], numa escala mundial que envolvia uma rede de distribuidores e intermediários em vários pontos dessa escala, além de ser um negócio altamente rentável”, afirma. Assista à entrevista:
O que você sabe da Constituição brasileira?

Luiz Henrique Proença Soares, professor da disciplina Organização do Estado Brasileiro do curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática da UNIVESP, ministra aula sobre as diferentes Constituições brasileiras ao longo da história. Segundo Soares, a Constituição é a lei maior que regula os direitos e os deveres da população, organiza o Estado e as relações do mesmo com a sociedade. Na videoaula, o professor mostra o histórico das Contituições Federais, a regulamentação das políticas públicas de 1990 a 2001 e indica leituras complementares sobre o assunto. As diferentes Contituições brasileiras podem ser encontradas no link. Assista à videoaula:
Desafio de ensinar literatura brasileira no exterior

O programa Livros, da UNIVESP TV, entrevistou o professor da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, Pedro Meira Monteiro, organizador do livro A Primeira Aula – Trânsitos da Literatura Brasileira no Estrangeiro. O livro reúne 18 artigos que tratam do desafio de ensinar literatura brasileira no exterior. Muitos dos autores são brasileiros, alguns deles ensinam literatura e cultura brasileira fora do Brasil. Entre eles estão Lília Schwarcz, José Miguel Wisnik, João Moreira Sales e Marília Librandi. Segundo Monteiro, os artigos tratam de como lidar com alunos que não penas têm dificuldade ou que estão aprendendo a língua portuguesa, mas também como trabalhar com estudantes que não têm o conhecimento básico dos autores da literatura brasileira. O livro está disponível para download gratuito em português, inglês e espanhol no site do Itaú Cultural. Assista à entrevista: