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Vida de Cientista com Fernando Galembeck

O programa Vida de Cientista, da UNIVESP TV, recebe como convidado o professor Fernando Galembeck, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas. O químico conta sobre a sua trajetória científica e acadêmica desde que se graduou na Universidade de São Paulo, nos anos 1960. O seu interesse sempre foi conhecer as propriedades das substâncias químicas e como elas se comportam e afetam os diferentes ambientes. E. por isso, o foco principal da pesquisa de Galembeck está na interface entre a física e a química. Em 2005, o cientista desenvolveu um pigmento para tinta a partir de nanopartículas (corpos com dimensão da ordem de 100 nm ou menor). Galembeck recebeu prêmios importantes como o Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (CNPq/Fundação Conrado Wessel), um dos mais importantes nesta área, em 2007; e o prêmio Anísio Teixeira, do Ministério da Educação, em 2011. “Estou revendo os ídolos da minha juventude”, diz, pois, segundo o cientista, Álvaro Alberto e Anísio Teixeira foram figuras emblemáticas para sua geração, por terem levantado e portado as bandeiras de desenvolvimento científico e tecnológico e da reforma universitária.   Assista à entrevista:  

O que a sociedade pensa sobre a independência do Brasil?

João Paulo Garrido Pimenta, professor do departamento de História da Universidade de São Paulo, fala no programa História, da UNIVESP TV, sobre artigo publicado recentemente na revista Almanack, no qual analisa o que a sociedade brasileira pensa sobre a história do País. A pesquisa envolveu alunos de graduação e foi realizada por meio de pesquisa de opinião pública em que foram ouvidas 311 pessoas, com o objetivo de saber se elas conhecem ou não a historia do Brasil. Segundo o pesquisador, parte da população tem dificuldades em manejar marcos cronológicos e não consegue discernir entre períodos históricos e datas. De acordo com Garrido, cerca de 40% dos entrevistados não souberam responder em que data é comemorada a independência do Brasil. O grupo de pesquisa também analisou livros didáticos e alguns best sellers sobre o tema, e constatou que existe uma padronização nas informações transmitidas nestes materiais com relação à história do País. Programas televisivos sobre o assunto, por sua vez, tendem a contar a história do Brasil de forma tragicômica, o que acaba prevalecendo no imaginário popular. Assista à entrevista:

Especialistas falam sobre a projeção internacional do ensino superior brasileiro

Os jornalistas Ederson Granetto e Rodrigo Simon entrevistam o reitor da Universidade Federal do ABC, Hélio Waldman, e o coordenador do Grupo de Estudos em Educação Superior da Universidade Estadual de Campinas, Renato Pedrosa, no Programa Ensino Superior, da UNIVESP TV. Os especialistas falam sobre os motivos pelos quais o ensino superior brasileiro não atinge uma projeção internacional equivalente a que o Brasil tem no exterior. De acordo com Pedrosa, a história da educação brasileira é retardatária em relação a diversos outros países, o que impediria o ensino superior do país de alcançar maior projeção. No entanto, pondera: “Nos últimos 50 anos, se analisarmos o esforço que o país fez em termos de pós-graduação, pesquisa e prestígio da instituição [universidade], o país caminhou muito”. Ele cita a Universidade de São Paulo como uma das instituições mais bem-sucedidas no sentido de internacionalização, aparecendo sempre em primeiro lugar no quesito entre universidades brasileiras em rankings internacionais. Segundo o especialista, o motivo para isso se encontra na própria origem da instituição, que recebeu diversos professores estrangeiros quando da sua fundação. A formação de doutores no exterior entre as décadas de 1960 e 1980, segundo Pedrosa, teria sido responsável pela maior competitividade internacional de pesquisas brasileiras em determinadas áreas, como a física, por exemplo. “O Brasil precisa integrar-se mais à comunidade internacional e ter mais intercâmbio, só assim as universidades caminharão, é preciso renovar”, defende. Para Waldman, o ensino superior brasileiro está se desenvolvendo de forma muito aquém em relação à economia do país. Ainda, o reitor alega que falta autonomia para as universidades gerirem seu orçamento, e pondera que as universidades estaduais de São Paulo estão mais avançadas que as federais nesse sentido, embora ainda atrasadas em relação ao que acontece no exterior. Assista à entrevista:

Cursos livre: Metodologia da Economia

A UNIVESP TV oferece para estudo livre série de videoaulas sobre Metodologia da Economia. No curso, a professora Ana Maria Afonso Ferreira Bianchi, da Universidade de São Paulo, discute os fundamentos da ciência econômica do ponto de vista da epistemologia e da metodologia que a sustentam. A disciplina pretende fornecer um referencial básico para o entendimento e a avaliação das teorias econômicas, na perspectiva do pluralismo crítico. Para assistir às videoaulas, clique no link abaixo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLxI8Can9yAHcdD6US18MdaEs0-lB7HgEk        

Curso livre: História das Relações Internacionais

A UNIVESP TV disponibiliza para estudo série de videoaulas sobre a História das Relações Internacionais com professores e historiadores do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP). O curso é composto por duas partes. Na primeira,  o objetivo é proporcionar um entendimento de como a estrutura internacional contemporânea se desenvolveu a partir das estruturas do passado. Na segunda parte, a disciplina tem como objetivo analisar as principais questões que marcaram as relações internacionais no mundo no século XX. Inicia-se com o debate sobre as origens da 1º Guerra Mundial e finaliza-se com a discussão sobre as tendências das Relações Internacionais no pós-Guerra Fria. Para acessar os conjuntos de videoaulas, clique nos links abaixo: História das Relações Internacionais I História das Relações Internacionais II    

Programa Ensino Superior fala sobre a educação na Austrália

Os jornalistas Ederson Granetto e Rodrigo Simon entrevistam Joel Windle, professor da Faculdade de Educação da Universidade Monasti, na Austrália, sobre o ensino superior no país. Segundo Windle, o método de avaliação para o ingresso em universidades australianas se dá por meio de provas realizadas pelos estudantes ao final do ensino médio, com nota única que vale para todas as instituições da Austrália. Programas do governo facilitam o ingresso de indígenas e pessoas de baixa renda no ensino superior. Quem não consegue obter nota para iniciar o curso em uma faculdade tem a oportunidade de entrar no sistema de ensino técnico, em cursos que duram de um a dois anos. Segundo o especialista, as faculdades australianas recebem muitos estrangeiros, grande parte deles alunos e professores brasileiros. Para que esses estudantes e educadores se adaptem, muitas dessas instituições oferecem cursos com um ano de duração de língua inglesa e também  de conteúdos diversos. A maioria das universidades do país são públicas. Nas faculdades particulares, para quem é australiano, o investimento só é pago após a conclusão do curso, por meio de impostos cobrados já na folha de pagamento. O valor de cada curso depende do salário de cada setor: por exemplo, pessoas que fazem medicina ou direito, profissões que geralmente têm remunerações mais altas, pagarão mais. Assista à entrevista na íntegra:

Cálculo IV

Dando sequência aos cursos livres de Cálculo oferecidos pela UNIVESP TV, confira a série composta por 84 videoaulas da disciplina de Cálculo IV. Nos vídeos, o professor Cláudio Possani, do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo aborda os temas de Sequências Numéricas, Convergente e Divergente, Séries de Fourie, Equações Diferenciais Ordinárias, Propriedade dos Limites, Potências, Polinômio de Taylor, raio e critérios e teoremas, e fala sobre a origem da Teoria do Cálculo. Veja abaixo a primeira parte da aula 1: Para assistir as demais videoaulas, clique aqui.

História Econômica

Em programa da série “História”, da UNIVESP TV, o professor José Jobson de Andrade Arruda, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo explica a história econômica com base na obra O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrâneo à Época de Felipe II. O livro de maior destaque do historiador francês Fernand Braudel foi escrito durante os anos em que esteve preso nos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial. Segundo Arruda, a história econômica leva em consideração sobretudo o sistema produtivo. “Mas a verdade é que ela deve ultrapassar esse limite: ela não pode ser somente uma história da materialidade, […] é preciso considerar as dimensões social e política”, complementa. Para ele, a hegemonia da área de estudo na década de 1950 está relacionada à pujança da própria economia, a partir da Revolução Industrial na Inglaterra, no século XVIII, mas principalmente no século XIX, quando se torna mais forte a relação entre o banco e a indústria. “A partir daí, a sensação que se tem é que a economia estrutura a totalidade da vida humana, seja do ponto de vista social, político e quem sabe até cultural”, afirma. Assista à entrevista completa: 

Cuidado infantil e não vacinação

Estudos epidemiológicos apontam, desde o ano 2000, uma diminuição na adesão à vacinação infantil em estratos de alta renda e escolaridade em São Paulo. Com o objetivo de entender o fenômeno, a pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Carolina Luísa Alves Barbieri, entrevistou casais sobre o processo de decisão, dentro do ambiente doméstico, de vacinar ou não os filhos. Segundo Barbieri, o diferencial de sua pesquisa está no fato de ter focado em uma população que não se encontra no quadro prioritário nos estudos comuns de saúde coletiva – a classe média -, e incluir o homem no cuidado com a criança, já que, de acordo com a pediatra, os estudos em geral abordam sempre a perspetiva da mãe. Além disso, a pesquisa dá voz às pessoas que optam por não vacinar seus filhos, e que geralmente têm pouco espaço nesse tipo de discussão. O tema da vacinação é atual e corriqueiro na mídia, mas, apesar do aumento progressivo histórico da cobertura vacinal no país desde 1975, quando foi implantado o Programa Nacional de Imunizações, de acordo com a pesquisadora, ainda há distinções por regiões e especificidades por classe social. A pediatra entrevistou 16 casais: cinco que vacinam os filhos, cinco que selecionam as vacinas e seis que optaram por não imunizar as crianças, e explica o ponto de vista de cada um deles. Barbieri aponta que, entre os pais contrários à vacinação, muitos apresentaram oposição à obrigatoriedade imposta por lei, assim como também não são favoráveis ao calendário de vacina, pois alegam ser exagerado e muito extenso. Assista à entrevista de Carolina Luísa Alves Barbieri sobre a sua tese de doutorado no programa Fala Doutor, da UNIVESP TV: 

Mario Schenberg: o cientista e o político

 Mario Schenberg (1914-1990), considerado um dos maiores físicos teóricos dos Brasil, publicou trabalhos nas áreas de termodinâmica, mecânica quântica, estatística, astrofísica e matemática. Foi diretor do Departamento de Física da Universidade de São Paulo (USP) de 1953 a 1961 e ajudou a fundar a Sociedade Brasileira de Física, da qual foi presidente de 1979 a 1981. Além cientista dedicado, Schenberg também atuou como crítico de arte e na política. Em seu último livro, intitulado Mario Schenberg – o cientista e o político, a  professora aposentada do Instituto de Física da USP, Dina Lida Kinoshita, relata que Schenberg não era um simples militante, pois tinha alma civilista e sempre a favor da democracia. “O cientista e o político andam juntos”, afirma a autora. O físico teve uma participação política ativa durante toda a sua vida, sendo proibido de entrar na USP e até mesmo de ter contato com os alunos, além de ter sido preso mais de uma vez pela ditadura militar brasileira. Assinta na íntegra à entrevista de Kinoshita ao programa Livros, da UNIVESP TV, sobre a biografia do cientista e político brasileiro: 

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