A história da cartografia e a importância dos mapas

A cartografia é o estudo que trata da representação da Terra ou parte dela através de mapas, cartas e outros tipos de documentações. Os primeiros mapas foram traçados no século VI a.C. pelos gregos, que, em função de suas expedições militares e de navegação, criaram o principal centro de conhecimento geográfico do mundo ocidental. O primeiro atlas da história moderna surgiu no século XVI, em 1570. A palavra cartografia foi introduzida pelo historiador português ManuelFrancisco Carvalhosa, 2º Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de dezembro de 1839 e endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen. No programa História, a jornalista Mônica Teixeira recebe Paulo Miceli, do Departamento de História Moderna da Universidade de Estadual de Campinas. O professor fala sobre a história da cartografia e da importância que os mapas têm para a humanidade. Segundo Miceli, o mapa traz informações de aspectos culturais, estratégicos, bélicos e religiosos. “Antes da invenção da escrita, a humanidade desenhou mapas nas paredes das cavernas, por meio de pinturas rupestres feitas com a intenção de representar o caminho dos locais onde havia caça”, afirma o historiador. O mapa é uma das maneiras que o homem encontrou para se localizar no espaço. Assista à entrevista:
Vida de Cientista

Hernan Chaimovich, nascido em Santiago do Chile em 1939, se formou na Universidade do Chile, em 1962, e chegou ao Brasil em 1969, para trabalhar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Com ampla experiência na área de Bioquímica, o docente já formou 22 doutores e 15 mestres, profissionais que hoje lecionam e pesquisam em várias universidades brasileiras. Desde criança fazia experimentos – aos 12 anos já brincava de química, e, segundo ele, continua brincando até hoje. Durante toda a sua carreira, Chaimovich atuou ativamente na política e administração científicas. De acordo com o pesquisador, para se falar em ciência hoje, no Brasil, tem que se falar em impacto, ou seja, de ideias que geram novas ideias e que provocam mudanças na saúde, na pobreza, na sociedade e na economia. Para ele, é preciso acelerar e muito o processo que leva a esse impacto. O programa Vida de Cientista entrevista Hernan Chaimovich, colaborador-sênior do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP. O pesquisador é também vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências e membro dos conselhos editoriais das revistas Ciência e Cultura (SBPC), Estudos Avançados (IEA–USP) e Electronic Journal of Biotechnology. Assista à entrevista:
Especialistas discutem sobre o futuro da EJA
A Educação de Jovens e Adultos (EJA), também conhecida como ensino supletivo, é uma especialidade da educação direcionada à pessoas com idade a partir dos 15 anos, que não concluíram o ensino fundamental na idade indicada, e que muitas vezes é desenvolvida em espaços não escolares. O programa Estúdio UNIVESP traz debate entre especialista sobre a formação de professores para a EJA. Os convidados são Silmara de Campos, que faz parte do grupo de estudos e pesquisas em educação de jovens e adultos da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, e Nonato Assis de Miranda, coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Paulista. Segundo Silmara, são poucas as universidades que tem em seu currículo disciplina sobre educação de jovens e adultos. “O que se observa é que ao estudarem os fundamentos da educação, o foco está mais voltado para o desenvolvimento da criança do que do jovem e do adulto. São pouquíssimos cursos de especialização para educação de jovens e adultos, é uma área que deveria ser avançada”, afirma a professora. Nonato concorda e afirma que nos cursos de Pedagogia não se discute essa temática, que não é priorizada. Para ele, o curso deveria ser revisto. Assista ao debate:
O mapa que inventou o Brasil

A Carte de l´Amérique Meridionale, de 1748, é o primeiro mapa de grande dimensão e o mais preciso da América do Sul naquela época, que viria a ser o mais próximo do que se tornou o Brasil atual. Produzido pelo cartógrafo e geógrafo francês Jean-Baptiste Bourguignon d´Anville, especialista em mapas de grandes extensões que trabalhou junto à coroa Portuguesa no início do século 18, ele representa a perspetiva diplomática de Dom Luís da Cunha (célebre diplomata no tempo de D. João V) de quais deveriam ser as fronteiras de Portugal na América. Para que d´Anville pudesse elaborar este mapa, D. Luís o entregou documentos portugueses secretos e inéditos, tais como cartas, mapas e descrições da história de Minas Gerais, relatos da guerra dos emboabas e das viagens geográficas e territoriais entre Salvador-Bahia, Minas Gerais e Villa Rica. No programa Livros da UNIVESP TV, a pesquisadora e professora de História da Universidade Federal de Minas Gerais, Júnia Ferreira Furtado, fala sobre o seu último livro, intitulado O Mapa que Inventou o Brasil, ganhador em primeiro lugar na categoria Ciências Humanas do prêmio Jabuti de 2014. A historiadora explica como se deu a construção do mapa por D´Anville e a configuração territorial do Brasil no período em que Portugal e Espanha ainda se batiam para saber como era exatamente o continente sul-americano e como ficaria a divisão final do território entre as duas potências marítimas da Europa, já acordada pelo Tratado de Tordesilhas, que era ignorado havia mais de 150 anos. Saiba mais sobre o mapa na entrevista:
Gênero e Ciência no Brasil do século XX

A pesquisadora no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mariana Moraes de Oliveira Sombrio, conta em entrevista ao programa “Fala, Doutor!”, da UNIVESP TV, sobre a sua tese de doutorado, em que estudou a trajetória de mulheres que realizaram expedições científicas no Brasil, no século passado. O objetivo da pesquisa foi entender a participação feminina na ciência e as barreiras sociais que são reproduzidas nas instituições e práticas científicas. Sombrio se debruçou sobre documentação do Conselho de Fiscalizações das Expedições Científicas e Artísticas do Brasil (CFE) disponível no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), no Rio de Janeiro, para estudar o trabalho de três mulheres estrangeiras em pesquisas de campo realizadas no país. A pesquisadora fala das dificuldades, estratégias e formas de inserção da presença feminina no mundo científico. Segundo Sombrio, nas décadas de 1930 e 1940, período que começam a surgir mais universidades, a criação das faculdades de Filosofia, Ciências e Letras atuam como portas de entrada das mulheres no mundo científico, principalmente no Brasil. “Até então existiam limites mais rígidos para o ingresso de mulheres em instituições de ensino superior”, conta. Confira a entrevista completa com Mariana Sombrio:
UNIVESP TV reúne especialistas para comentar o atual cenário da educação brasileira
Recém-publicado pelo Grupo Banco Mundial (GBM), o livro Professores Excelentes: Como melhorar a aprendizagem dos estudantes na América Latina e Caribe, escrito por Barbara Bruns, economista-chefe do GBM responsável por pesquisas sobre a educação na região da América Latina e do Caribe, e Javier Luque, especialista sênior para a América Central no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), traz os resultados de uma pesquisa realizada em sete países, incluindo o Brasil. Para a análise, os pesquisadores estudaram mais de 15 mil salas de aula em 3 mil escolas, no período entre 2009 e 2013. Os resultados obtidos mostram que o nível de educação formal no país segue aumentando nos últimos anos. Em relação ao perfil dos docentes, o Brasil atualmente possui professores em sua maioria do sexo feminino com status socioeconômico relativamente baixo. Confira aqui outros resultados do estudo. Estes e outros dados divulgados no livro servem de base para o debate do programa Educação Brasileira, da UNIVESP TV, que trata nesta edição sobre o que é necessário para melhorar a qualidade da educação no país, sob a perspectiva do recrutamento, formação e estímulo aos professores. As convidadas para comentar o tema são a pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Bernardete Gatti, e a diretora da Escola Brasileira de Professores, Guiomar Namo de Mello. A mediação da conversa é feita pela apresentadora Tatiana Bertoni e a jornalista Cássia Godoy.
“A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector

Haya Pinkhasovna Lispector é o nome de registro de nascimento da escritora Clarice Lispector, ucraniana naturalizada brasileira. Clarice, que considerava o Brasil sua verdadeira pátria, adotou o novo nome após sua chegada ao País em 1922 com sua família, que fugia das perseguições aos judeus durante a Guerra Civil na Rússia. Nascida em 10 de dezembro de 1920 e falecida em 9 de dezembro de 1977, aos 56 anos, se hoje estivesse viva completaria 94 anos de idade. Clarice Lispector era formada em advocacia, só que nunca exerceu esta profissão, começou a escrever aos 7 anos de idade e publicou seu primeiro conto aos 19. A escritora permanece viva em suas grandes obras como romances, contos, crônicas femininas e literatura infantil. Dentre elas destacam-se: Perto do Coração Selvagem; Laços de Família; Descoberta do Mundo; A Vida Íntima de Laura e A Hora da Estrela. Em entrevista à UNIVESP TV no programa Literatura Fundamental, a professora de literatura do Departamento de Culturas Latino Americanas e Ibéricas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Maria Librandi, fala do seu próximo livro, Writing by Ear and The Acoustic Novel, resultado de um objeto de pesquisa, do romance A Hora da Estrela, o qual é dedicado à escritora. A Hora da Estrela é uma obra publicada em 26 de outubro de 1977, narra a história da datilógrafa alagoana Macabéa, que migra para o Rio de Janeiro. No enredo, Clarice escolhe um personagem como uma espécie de escritor fictício, chamado Rodrigo S.M para contar a narrativa. “Este livro foi comentado pelos principais jornalistas da época, além de ser consagrado como algo inovador daquele tempo”, conta Librandi. Assista a entrevista sobre a vida e a obra A Hora da Estrela, de Clarice Lispector:
Especialista destaca os principais desafios da educação alemã
A pesquisadora Brigitte Lutz-Westphal, da Universidade Livre de Berlim, Alemanha, participa de um projeto chamado “Investigadores da Matemática”, que visa incentivar a aprendizagem da disciplina por meio da indagação. Durante sua participação no 3º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, realizado em São Paulo em outubro deste ano, a especialista conversou com a UNIVESP TV sobre os desafios dos alemães na formação de professores e na avaliação educacional. Segundo Lutz-Westphal, um dos principais obstáculos é a inclusão de estudantes com necessidades especiais na educação geral. “Atualmente não temos professores suficientes que saibam interagir com esses alunos”, explica. Outro desafio destacado pela alemã é o de motivar alunos a gostarem de matemática, engenharia e ciências naturais: “Precisamos que mais estudantes sigam nessa direção“, analisa. Assista à entrevista:
Crises políticas e capitalismo neoliberal no Brasil
O programa Fala, Doutor!, da UNIVESP TV, teve como entrevistado Danilo Enrico Martuscelli, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O jovem doutor explica a sua tese de doutorado sobre Crises Políticas e Capitalismo Neoliberal no Brasil. Segundo Danilo, o estudo trata das principais crises políticas ocorridas no Brasil, destacando a crise do governo Collor (1992) e a do Mensalão (2005). “Eu procurei analisar no meu doutorado, as crises políticas mais recentes no Brasil. Neste trabalho, eu busco fazer uma discussão da natureza destas crises, as suas dinâmicas e os seus resultados, ou seja, o que tem a ver essas crises com o processo de capitalismo no Brasil”, disse. A entrevista completa de Danilo Enrico Martuscelli você confere no vídeo abaixo:
Educação inclusiva nas escolas
Hoje, 3 de dezembro, é comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, com o objetivo de promover a conscientização da sociedade sobre o tema, gerando apoio para os direitos e bem-estar de pessoas com deficiência. Para celebrar esta data tão importante, separamos uma série de vídeos do programa Educação Inclusiva, da UNIVESP TV. A equipe visitou duas escolas municipais de São Paulo para conhecer como eles trabalham a inclusão de pessoas com deficiência. Nos vídeos você pode conferir como é o dia a dia dos estudantes no ambiente escolar e os instrumentos fornecidos pela escola para que o ensino seja igual para todos. Outras informações como sobre os acompanhantes de alunos e as salas de apoio e acompanhamento à inclusão você também confere na playlist. Cliquei aqui para assistir à playlist.