Especialista da USP explica a relação existente entre o abolicionista e historiador com este movimento
A jornalista Mônica Teixeira conversa com Izabel Andrade Marson, livre-docente e professora colaboradora do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas, sobre a relação entre Joaquim Nabuco e a Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco entre os anos de 1848 e 1850.
De acordo com Marson, Joaquim Nabuco foi um personagem multifacetado: abolicionista, defensor da monarquia, jornalista, diplomata e historiador, ele começou a escrever sobre o Império em 1893, logo após a queda da Monarquia, para fazer uma crítica à Revolução Praieira.
A Revolução Praieira, por sua vez, “é o último movimento de questionamento do pacto imperial no interregno entre a Regência e a afirmação do Segundo Reinado”, de acordo com Marson. O movimento, que já foi bastante estudado, ganha diferentes títulos dependendo do intérprete: Revolta, Rebelião, Insurreição etc.
Marson é autora dos livros Movimento Praieiro: imprensa, ideologia e poder político (Moderna-1980); A Rebelião Praieira (Brasiliense, 1981); O Império do Progresso: a Revolução Praieira em Pernambuco – l842-l855 (Brasiliense, l987); Política História e Método em Joaquim Nabuco: tessituras da revolução e da escravidão (EDUFU, 2009), e A Revolução Praieira: resistência liberal à hegemonia conservadora em Pernambuco e no Império (1842-1850) (Ed. Perseu Abramo, 2009).
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