Iniciativa voltada para troca de experiências foi baseada em aprendizagem, novas tecnologias, ensino em equipe e neurodiversidade
A pesquisadora alemã Grischa Liebel, professora assistente em Engenharia de Software e diretora do centro de pesquisa CRESS na Universidade de Reykjavik, na Islândia, participou nesta segunda (06/04), de encontro com professores e representantes da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), no estúdio da Univesp TV, na capital paulista. As questões abordadas foram externas ao ensino em equipe, aprendizagem baseada em novas tecnologias, adaptação do material didático e pedagógico para neurodivergentes e a possibilidade de ações conjuntas com a equipe da Comissão de Acessibilidade e Inclusão da Univesp.
O evento foi dividido em duas etapas, pela manhã aconteceram apresentações com as presenças do presidente da instituição, professor Marcos Borges, do assessor técnico da presidência, Ricardo Caceffo, e das professoras da Univesp, Cristina Lucon e Milena Policastro. No período da tarde, o coordenador pedagógico da Escola da Inclusão, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo (SEDPcD), Edilson Andrade, também participou do bate-papo, mediado pela apresentadora Karla Maria.
Liebel possui doutorado pela Chalmers University, Suécia. Suas pesquisas se concentram em fatores humanos em engenharia de software, normalmente em áreas como Modelagem e Engenharia Baseada em Modelos, Engenharia de Requisitos, Processos e Educação em Engenharia de Software. Grande parte de seu estudo é feita em colaboração com a indústria e pessoas.
Para a professora Cristina, o encontro abre um leque de novas oportunidades. “Hoje foi um dia muito produtivo. Assim como o Grischa, nós buscamos o desafio de ampliar a inclusão. Vamos ouvir os estudantes e possibilidades para diminuir qualquer barreira que impeça a acessibilidade. Também apresentamos o trabalho da Comissão de Acessibilidade e Inclusão da Univesp, a qual coordeno, além de ações da equipe de pesquisas expostas à educação e Inclusão, em parceria com outros docentes da instituição, entre eles, a professora Milena”, completou.
De acordo com o presidente Marcos Borges, é fundamental que a Univesp abra espaço para a troca de experiências com pesquisadores internacionais e comece as metodologias aplicadas. "Temos parceria com a universidade de Reykjavik. Esta colaboração faz parte do programa europeu Erasmus e dos esforços da instituição para ampliar sua inserção internacional, especialmente na área de computação e tecnologias educacionais", ressalta.
Durante a tarde, o pesquisador Liebel respondeu algumas questões enviadas por alunos da Univesp e explicou que as novas tecnologias, com uso de softwares e Inteligência Artificial podem auxiliar todas as pessoas, além das que possuem algum tipo de neurodivergência. “Fizemos uma pesquisa voltada às adaptações de material didático para neurodivergentes, que acabou agradando a todos os estudantes”, falou.
O pesquisador também explicou que o modelo educacional na Islândia é diferente do Brasil. “Lá não possui uma grande universidade a distância, como aqui, a população é muito menor, mas há alguns projetos direcionados à EaD”.
Ele também mencionou o método de aprendizagem voltado para Soft Skills. "Na Europa, muitas universidades usam essa metodologia, que é reconhecida pelas empresas. As organizações acreditam que os estudantes saem mais preparados para o mercado de trabalho. Os projetos elaborados durante a graduação oferecem um leque diversificado de possibilidades de interações, reflexões, escolhas e desenvolvimento do trabalho em equipe que aperfeiçoam o aprendizado", garante.
Para Caceffo, a Inteligência Artificial e outras metodologias podem auxiliar no ensino personalizado. "Dá para focar nas particularidades de cada estudante. Na Univesp, utilizamos algumas ferramentas e podemos aprimorá-las com as experiências aplicadas na universidade de Reykjavik", disse.
O coordenador pedagógico da SEDPcD, Andrade, explicou que a pasta é uma grande parceira da Universidade. “A Univesp pode ensinar por outras perspectivas e facilitar a universalização do ensino. O Governo do Estado também busca garantir os direitos das pessoas com deficiência. De acordo com a nova lei 18.167/2025, as universidades públicas paulistas vão garantir cerca de 7% das vagas ao público PcD. O número é baseado no último CENSO populacional”, finalizou.
Acessibilidade na Universidade
A Univesp possui estudos, atendimento personalizado e recursos didáticos voltados para Pessoa com Deficiência (PcD), entre eles, materiais adaptados, suporte ao leitor de tela, videoaulas com audiodescrição, legendas e libras, além de disponibilizar mais tempo para a realização de avaliações e adaptação de provas para cegos.
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